Preços da construção variam 0,50% em setembro com queda nos custos de materiais e mão de obra

Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI) registra desaceleração e aponta estabilidade no setor, com destaque para redução de custos em materiais e acordos trabalhistas

IBGE
Preços da construção variam 0,50% em setembro com queda nos custos de materiais e mão de obra Imagem ilustrativa

Preços da construção civil desaceleram em setembro, aponta IBGE

O setor da construção civil registrou uma variação de 0,50% nos preços em setembro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio do Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI). O resultado representa uma desaceleração em relação a agosto, quando o índice foi de 0,79%, e reflete uma redução nos custos de materiais e na mão de obra.

De acordo com o levantamento, o custo nacional da construção por metro quadrado passou de R$ 1.863,00 em agosto para R$ 1.872,24 em setembro, sendo R$ 1.068,14 referentes aos materiais e R$ 804,10 à mão de obra.

Queda nos preços dos materiais e desaceleração da mão de obra

Os materiais de construção apresentaram variação de 0,38%, uma leve redução frente ao mês anterior (0,50%) e ao mesmo período de 2024 (0,49%). Já a mão de obra teve aumento de 0,65%, influenciado por menor número de acordos coletivos firmados em setembro.

Segundo o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira, a desaceleração é resultado de um comportamento mais moderado nas negociações salariais e de um mercado mais equilibrado.


“Com menos acordos coletivos firmados em comparação a agosto, a mão de obra registrou variação menor, o que contribuiu para a estabilidade geral do índice”, explicou o pesquisador.


O acumulado em 12 meses alcançou 5,58%, um leve avanço em relação aos 5,42% do período anterior. No trimestre, os materiais fecharam com alta de 3,20% e a mão de obra com 6,42%.

Mato Grosso registra maior variação mensal

Entre os estados, Mato Grosso apresentou o maior aumento mensal, de 5,45%, impulsionado por reajustes nas categorias profissionais e elevação no custo dos materiais. Regionalmente, o Centro-Oeste liderou com alta de 1,90%, seguido por Nordeste (0,66%), Norte (0,26%), Sudeste (0,23%) e Sul (0,11%).

Essas diferenças regionais refletem o impacto das negociações trabalhistas locais e das oscilações no preço de insumos, especialmente em materiais como aço, cimento e revestimentos, que compõem uma parte significativa dos custos de obras residenciais e comerciais.

Índice é referência para orçamentos e gestão condominial

Criado em 1969, o SINAPI é uma das principais referências nacionais para o cálculo de custos de construção. Os dados do índice são utilizados por engenheiros, construtoras e gestores de condomínios para elaboração de orçamentos, contratos e avaliações de obras.

Para administradoras e síndicos, o acompanhamento do SINAPI é essencial, pois influencia diretamente o planejamento de reformas, manutenções prediais e previsões orçamentárias anuais. A variação moderada registrada em setembro pode representar alívio para condomínios e incorporadoras, que enfrentam pressões de custos desde o início de 2024.

Perspectivas para o setor

Especialistas do setor avaliam que a estabilidade nos custos pode estimular novos investimentos e favorecer a retomada de obras, especialmente em empreendimentos residenciais de médio padrão. No entanto, alertam que o cenário ainda exige cautela diante da volatilidade de insumos e dos reajustes salariais esperados para o fim do ano.

A queda simultânea nos preços dos materiais e da mão de obra indica um momento de reorganização produtiva e financeira para construtoras e síndicos que planejam novos projetos.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login