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Custo da construção civil registra maior alta mensal desde 2022, aponta IBGE

Índice do Sinapi sobe 1,19% em junho, impulsionado pelo aumento dos preços dos materiais e da mão de obra, elevando o custo médio para R$ 1.976,37 por metro quadrado

Brasil 247
Custo da construção civil registra maior alta mensal desde 2022, aponta IBGE Imagem ilustrativa

Custo da construção civil registra maior alta mensal desde 2022, aponta IBGE

O custo da construção civil no Brasil voltou a acelerar em junho e registrou a maior alta mensal desde agosto de 2022. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), o índice avançou 1,19% no mês, elevando o custo médio nacional para R$ 1.976,37 por metro quadrado.

A variação representa um aumento de 0,83 ponto percentual em relação a maio, quando o indicador havia registrado alta de 0,36%. No acumulado dos seis primeiros meses de 2026, o custo da construção civil já apresenta elevação de 4,48%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses chegou a 7,26%, acima dos 6,93% registrados no período anterior.

Segundo o levantamento, do custo médio de R$ 1.976,37 por metro quadrado, R$ 1.114,74 correspondem aos materiais de construção, enquanto R$ 861,63 referem-se à mão de obra. Ambos os componentes apresentaram aceleração em junho.

Materiais e mão de obra pressionam os custos

Os materiais de construção registraram alta de 0,92%, a maior variação observada em 2026. O resultado ficou acima dos 0,53% registrados em maio e dos 0,41% apurados no mesmo mês do ano passado. No acumulado de 12 meses, os materiais apresentam inflação de 5,54%.

Já a mão de obra teve aumento de 1,55%, também a maior taxa do ano. O avanço foi impulsionado principalmente pelos acordos coletivos firmados em diferentes estados brasileiros, elevando o acumulado em 12 meses para 9,59%.

Nordeste registra maior aumento regional

Entre as regiões do país, o Nordeste apresentou a maior alta mensal, com avanço de 1,45%, influenciado principalmente pelos reajustes salariais da construção civil no Ceará e em Pernambuco.

Na sequência aparecem o Sudeste, com alta de 1,33%; o Centro-Oeste, com 0,91%; o Sul, com 0,86%; e o Norte, que registrou a menor variação regional, de 0,58%.

Pernambuco lidera entre os estados

No ranking estadual, Pernambuco registrou a maior alta do país em junho, com avanço de 2,98%. O resultado foi influenciado tanto pelo reajuste da mão de obra quanto pelo aumento dos preços dos materiais de construção.

Também figuraram entre as maiores variações Rondônia (2,63%), Ceará (2,52%) e São Paulo (2,34%), estados que igualmente registraram impactos de acordos salariais e da elevação dos custos dos insumos utilizados nas obras.

Indicador é referência para o setor

Criado em 1969, o Sinapi é uma das principais referências nacionais para o acompanhamento dos custos da construção civil. O indicador reúne informações sobre preços de materiais, serviços e mão de obra utilizados em obras públicas e privadas, servindo como base para elaboração de orçamentos, planejamento financeiro e acompanhamento da evolução dos custos do setor da construção.




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