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Justiça revoga prisão de policial aposentado acusado de agredir casal de idosos em elevador

Investigador responderá ao processo em liberdade, com medidas cautelares como suspensão do porte de arma, proibição de contato com as vítimas e acesso ao condomínio

G1
Justiça revoga prisão de policial aposentado acusado de agredir casal de idosos em elevador Foto: Reprodução

Justiça revoga prisão de policial aposentado acusado de agredir casal de idosos em elevador

A Justiça de Mato Grosso revogou a prisão preventiva do investigador aposentado da Polícia Civil Luciano Testa, acusado de agredir um casal de idosos dentro do elevador de um condomínio residencial em Cuiabá. A decisão foi proferida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da 14ª Vara Criminal da capital, que substituiu a prisão por medidas cautelares.

Com a decisão, o investigado responderá ao processo em liberdade, mas deverá cumprir diversas restrições impostas pelo Judiciário. Entre elas, estão a proibição de se aproximar das vítimas a menos de 300 metros, de manter qualquer tipo de contato com o casal e de frequentar o condomínio onde ocorreram as agressões. Além disso, ele não poderá deixar a Comarca de Cuiabá sem autorização judicial, deverá comparecer periodicamente à Justiça e teve o porte de arma suspenso, sendo obrigado a entregar eventuais armas de fogo em até 48 horas.

O caso ganhou repercussão nacional após imagens das câmeras de segurança registrarem as agressões ocorridas no elevador do condomínio. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o policial aposentado teria desferido socos e chutes contra um idoso de 62 anos, mantendo as agressões mesmo após a vítima cair no chão. A esposa do homem, que tentou impedir o ataque, também teria sido agredida e vítima de importunação sexual.

A prisão preventiva havia sido decretada em junho, atendendo a pedido do Ministério Público, que sustentou haver risco à ordem pública, possibilidade de novas agressões e eventual interferência na investigação. O órgão também destacou que o investigado possui treinamento em operações táticas especiais e acesso facilitado a armamentos.

Ao analisar o pedido de revogação da prisão, o magistrado entendeu que houve alteração nas circunstâncias que justificaram a medida cautelar mais gravosa. Na decisão, ressaltou que a repercussão do caso, por si só, não é suficiente para manter a prisão preventiva e que as medidas alternativas são adequadas para garantir o andamento do processo.

A defesa do policial aposentado afirmou que a decisão demonstra o compromisso do Poder Judiciário com a Constituição, a legislação e as provas constantes nos autos. Já a defesa das vítimas informou que pretende recorrer da decisão.

Caso gerou debate sobre segurança em condomínios

O episódio reacendeu discussões sobre a segurança em condomínios residenciais e a importância dos sistemas de monitoramento por câmeras. As imagens do circuito interno foram fundamentais para registrar toda a dinâmica da ocorrência e passaram a integrar o conjunto de provas analisadas pela Justiça durante a investigação. 




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