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Advogada denuncia vizinho por perseguição em condomínio e moradores se mobilizam em SC

Moradora afirma ser vítima de stalking dentro do condomínio; caso mobilizou vizinhos e gerou medidas para reforçar a segurança do residencial.

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Advogada denuncia vizinho por perseguição em condomínio e moradores se mobilizam em SC Foto: Reprodução

Uma advogada de 25 anos denunciou ter sido vítima de perseguição por um vizinho dentro do condomínio onde mora, em Palhoça, na Grande Florianópolis (SC). Segundo Laura Pereira, o homem passou cerca de 15 dias monitorando sua rotina, seguindo seus passos e tentando abordá-la sempre que ela deixava o prédio, comportamento que a levou a registrar um boletim de ocorrência e solicitar uma medida protetiva.

De acordo com a advogada, o suspeito morava em um apartamento localizado em frente ao seu e permanecia por horas observando seus movimentos pela janela. Ela afirma que o homem esperava sua saída para segui-la, criava situações para encontrá-la nas áreas comuns do condomínio e tentava iniciar conversas de forma insistente.


“Ele ficava por horas e horas vigiando na janela, me olhando sem parar. Todo momento que eu saía do condomínio, ele me seguia, tentava me abordar e montava ‘casinha’ para me encontrar embaixo do condomínio”, relatou.


Mensagem na janela aumentou o medo

O episódio que mais assustou a moradora ocorreu durante a madrugada, quando o vizinho montou, na janela do apartamento, uma mensagem escrita com letras recortadas em papelão dizendo "LINDA VOCÊ".

Segundo Laura, assim que percebeu a mensagem e demonstrou reação, o homem apagou as luzes do apartamento e retirou rapidamente as letras, indicando que acompanhava seus movimentos em tempo real.


“Assim que fui fechar a sacada e vi a mensagem, fiquei desesperada. Quando percebeu que eu tinha visto, apagou as luzes e tirou tudo. Dava para ver que ele monitorava todos os meus passos”, afirmou.


Moradores se uniram para ajudar

Após registrar a ocorrência, a advogada decidiu compartilhar a situação com os demais moradores do condomínio. A resposta, segundo ela, foi imediata.

Os condôminos passaram a acompanhar o comportamento do suspeito, registrar vídeos e fotografias das atitudes dele e oferecer apoio para que Laura não precisasse circular sozinha pelo residencial.

Ela conta que diversos moradores passaram a observar o apartamento do homem e, sempre que ela avisava no grupo do condomínio que estava sendo vigiada, vizinhos iam até as janelas para verificar a situação.

Além disso, moradores se ofereceram para instalar câmeras de segurança e acompanhá-la até o apartamento sempre que necessário.

Polícia foi acionada

Em uma das ocorrências, a Polícia Militar foi chamada ao condomínio. Conforme o relato da advogada, o vizinho tentou deixar o local, mas foi abordado pelos policiais.

Durante aproximadamente 20 minutos de conversa, realizada na presença da equipe policial, o homem reconheceu os comportamentos denunciados, pediu desculpas à moradora e aceitou deixar o condomínio.

Segundo Laura, foi firmado um acordo para que o suspeito se mudasse do residencial, medida que trouxe mais tranquilidade aos moradores.

Caso reforça importância das denúncias

A advogada afirma que, até o momento, a situação está controlada, já que o homem se encontra em processo de mudança. Ela também fez um alerta para que outras mulheres não ignorem situações semelhantes.

Segundo Laura, denunciar rapidamente o comportamento do vizinho foi fundamental para evitar que a perseguição evoluísse para algo ainda mais grave.

O caso reforça a importância da atuação conjunta entre moradores, administração condominial e forças de segurança diante de episódios de perseguição, assédio ou stalking dentro dos condomínios, permitindo uma resposta mais rápida para proteger as vítimas e preservar a segurança coletiva.




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