Famílias vivem há mais de dois meses sem energia em condomínio recém-entregue em Sorocaba
Moradores relatam transtornos desde a mudança para o residencial e cobram solução para a falta de fornecimento elétrico
Reprodução Famílias vivem há mais de dois meses sem energia em condomínio recém-entregue em Sorocaba
Famílias que se mudaram para casas novas em um condomínio de Sorocaba, no interior de São Paulo, afirmam estar vivendo há mais de dois meses sem energia elétrica. O problema atinge moradores do Residencial Vilagio Di Santorini e ocorre desde a entrega das unidades, segundo relatos publicados sobre o caso.
Os moradores relatam que receberam as chaves dos imóveis e passaram a ocupar as casas sem que o fornecimento definitivo de energia elétrica estivesse disponível. A situação transformou a mudança para a casa própria em uma rotina marcada por limitações e incertezas.
Moradores relatam dificuldades
Segundo relatos de moradores, a ausência de energia compromete atividades básicas dentro das residências. Entre os problemas mencionados estão a impossibilidade de utilizar equipamentos elétricos, conservar alimentos adequadamente e realizar tarefas domésticas que dependem do fornecimento regular.
A situação também afeta famílias com crianças e idosos, de acordo com reclamações registradas pelos moradores.
Em uma manifestação publicada em agosto, um morador afirmou que a comunidade estava enfrentando o problema havia mais de dois meses e que já havia buscado medidas para tentar solucionar a questão.
Problema envolve ligação definitiva
A questão está relacionada à liberação da rede elétrica definitiva do empreendimento.
Em resposta a uma reclamação registrada por um morador, a construtora Amorim Coutinho informou que estava conduzindo tratativas com a CPFL para atender às exigências necessárias à liberação da rede.
A empresa afirmou ainda que uma vistoria presencial da concessionária havia sido realizada em 19 de agosto de 2026 e que, no mesmo dia, foi recebido um relatório com apontamentos que deveriam ser tratados pela equipe técnica.
Segundo a construtora, as etapas e os avanços das tratativas com a concessionária estavam sendo comunicados ao síndico do condomínio.
Construtora atribui solução a ajustes técnicos
Na manifestação pública, a empresa afirmou que sua equipe técnica estava trabalhando para atender aos alinhamentos e ajustes solicitados pela concessionária.
A construtora também declarou que vinha tratando as demandas com prioridade e que permanecia à disposição para acompanhar a resolução do problema.
A posição da empresa, portanto, indica que a regularização depende de providências relacionadas à infraestrutura elétrica necessária para que o fornecimento definitivo seja liberado.
Moradores cobram solução
Enquanto as tratativas avançam, os moradores continuam cobrando uma solução para que as casas possam ser utilizadas em condições normais.
A reclamação registrada por um dos moradores aponta insatisfação com a demora e com a necessidade de permanecer em um imóvel novo sem um serviço considerado essencial para a rotina residencial.
O caso também provocou questionamentos sobre as condições de entrega do empreendimento e sobre a responsabilidade dos envolvidos pela regularização da infraestrutura.
Infraestrutura é essencial na entrega de imóveis
A situação chama atenção para um aspecto fundamental na aquisição de imóveis novos: a infraestrutura necessária para o uso efetivo da unidade.
A entrega de uma residência não envolve apenas a conclusão física da construção. Sistemas elétricos, hidráulicos, acessos e demais estruturas essenciais precisam estar em condições adequadas para que o imóvel possa ser utilizado pelos compradores.
Quando problemas dessa natureza permanecem após a mudança dos moradores, os impactos ultrapassam o aspecto financeiro e atingem diretamente a rotina das famílias.
Condomínio também acompanha a situação
O síndico aparece como um dos interlocutores nas tratativas relacionadas ao problema.
De acordo com a resposta apresentada pela construtora, os avanços e as etapas do processo junto à CPFL estavam sendo formalmente comunicados à administração do condomínio.
Nesse tipo de situação, o acompanhamento da gestão condominial é importante para centralizar informações, registrar ocorrências e manter os moradores informados sobre as providências adotadas.
Problema pode gerar outros impactos
A ausência de energia elétrica em um condomínio recém-ocupado pode produzir consequências que vão além da impossibilidade de utilizar determinados equipamentos.
Dependendo da estrutura do empreendimento, a falta de fornecimento pode afetar sistemas de segurança, iluminação, portões, bombas e outros equipamentos das áreas comuns.
Por isso, a regularização da infraestrutura elétrica também é relevante para o funcionamento coletivo do condomínio, e não apenas para cada residência individualmente.
Caso reforça atenção antes da compra
O episódio também serve de alerta para consumidores que pretendem adquirir imóveis em empreendimentos novos.
Além de avaliar localização, preço, acabamento e condições de financiamento, o comprador pode buscar informações sobre a infraestrutura disponível, o estágio das ligações dos serviços essenciais e as condições previstas para a entrega.
A análise cuidadosa da documentação e das condições do empreendimento pode ajudar a identificar eventuais pendências antes da mudança.
Entrega do imóvel exige condições de uso
A situação enfrentada pelas famílias do residencial evidencia a importância de verificar se o empreendimento está efetivamente preparado para receber os moradores.
A casa nova representa uma conquista para muitas famílias, mas a expectativa de ocupação depende da existência de condições básicas para utilização do imóvel.
No caso de Sorocaba, os moradores afirmam que passaram a viver no condomínio sem o fornecimento definitivo de energia, enquanto a construtora informa que trabalha junto à concessionária para atender às exigências necessárias.
Até que a situação seja solucionada, as famílias permanecem aguardando a regularização do serviço e a possibilidade de utilizar plenamente os imóveis adquiridos.


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