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Galo de estimação é levado da entrada de condomínio e caso é registrado em Vitória

Câmeras de segurança registraram o momento em que um entregador pega a ave e deixa o local; animal deverá ser devolvido

Folha Vitória
Galo de estimação é levado da entrada de condomínio e caso é registrado em Vitória Reprodução

Galo de estimação é levado da entrada de condomínio e caso é registrado em Vitória

Um galo de estimação que era considerado o mascote de moradores de um condomínio no bairro Bento Ferreira, em Vitória (ES), foi levado por um entregador e o caso acabou registrado pelas câmeras de segurança do edifício. A ocorrência chama atenção para situações envolvendo animais nas áreas próximas às portarias e para a importância dos procedimentos de controle de acesso nos condomínios.

O animal, chamado Júnior, estava na entrada do condomínio no fim da tarde do dia 25 de agosto, quando o entregador chegou ao local para deixar uma encomenda. As imagens mostram o homem brincando com o galo do lado de fora do portão e, posteriormente, pegando a ave nos braços.

Na sequência, o entregador teria arremessado a encomenda para dentro da portaria e deixado o local carregando Júnior. Outro registro em vídeo mostra o homem caminhando por uma rua da região com o animal.

Segundo a moradora Magaly de Souza, a encomenda estava em nome da filha, mas seria destinada a ela. Na avaliação da moradora, o entregador deveria ter acionado o interfone para concluir a entrega e, diante da presença do animal, procurado saber se ele pertencia a algum residente.

A zeladora do edifício, Eliete Rosa Trancoso, relatou que havia aberto o portão de grade naquele dia para que Júnior permanecesse na calçada. A ave era conhecida por moradores e por pessoas que passavam pela região, que costumavam interagir com ela.

O galo fazia parte da rotina do condomínio. De acordo com os relatos publicados pela reportagem, a mãe de Júnior, chamada Giselda, chegou ao local cerca de quatro anos atrás e teve a ave em fevereiro. Desde então, moradores forneciam água e comida ao animal na entrada do edifício. Durante a noite, uma moradora costumava colocá-lo em um jardim onde ele permanecia desde pequeno.

A aposentada Nilda Dalpiaz contou que Júnior era aguardado diariamente pelos moradores e recebia alimentos ao longo do dia. A relação estabelecida com a vizinhança fez com que o desaparecimento da ave provocasse mobilização entre os residentes.

Após constatarem o ocorrido, Magaly e a filha registraram uma reclamação na plataforma da empresa responsável pela entrega. O atendimento informou que a situação seria apurada e que haveria retorno sobre o caso.

Além da reclamação, a moradora também registrou a ocorrência na delegacia virtual. Naquele momento, ela afirmou estar preocupada com o paradeiro do animal e esperava que Júnior fosse encontrado com vida.

Posteriormente, a esposa do homem que levou o galo entrou em contato e informou que Júnior estava vivo e seria devolvido. A informação trouxe uma atualização positiva para os moradores que acompanhavam o caso.

O episódio também evidencia uma questão relevante para a segurança condominial: o cuidado com áreas próximas à portaria, especialmente quando há circulação de animais, visitantes, prestadores de serviço e entregadores.

Embora o caso tenha características incomuns, o controle de acesso é uma das principais responsabilidades relacionadas à segurança de um condomínio. Procedimentos como identificação de visitantes, comunicação com o morador e orientação aos entregadores ajudam a reduzir situações inesperadas nas áreas comuns e nos acessos do empreendimento.

As câmeras de segurança também desempenham papel importante nesse contexto. No caso de Júnior, as imagens permitiram registrar a movimentação do entregador e contribuíram para esclarecer o que havia acontecido com a ave.

Para síndicos e administradores, situações como essa reforçam a necessidade de manter procedimentos claros para recebimento de encomendas, acesso de prestadores e circulação de pessoas nas proximidades da portaria. A orientação dos funcionários e o cumprimento dos protocolos devem fazer parte da rotina de segurança.

O caso de Vitória demonstra ainda como a relação entre moradores e animais pode fazer parte da dinâmica de um condomínio. Quando uma ave ou outro animal passa a frequentar regularmente determinada área, é importante que a administração estabeleça cuidados para evitar riscos tanto ao animal quanto aos residentes e funcionários.

Mais do que um episódio inusitado, o desaparecimento de Júnior mostra como segurança, controle de acesso e monitoramento podem ser decisivos para esclarecer ocorrências dentro ou no entorno de condomínios. No caso, as imagens ajudaram a identificar o momento em que a ave foi levada e contribuíram para a mobilização que resultou na informação de que ela seria devolvida.




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