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Manaus lidera valorização de imóveis no Brasil, enquanto Porto Alegre registra a menor alta

Índice FipeZap mostra que todas as 56 cidades monitoradas tiveram alta nos preços em 12 meses, mas com diferenças expressivas entre os mercados

Infomoney
Manaus lidera valorização de imóveis no Brasil, enquanto Porto Alegre registra a menor alta Imagem ilustrativa

Manaus lidera valorização de imóveis no Brasil, enquanto Porto Alegre registra a menor alta

O mercado imobiliário brasileiro apresentou valorização em todas as 56 cidades monitoradas pelo Índice FipeZap nos 12 meses encerrados em agosto de 2026. Apesar do movimento generalizado de alta, o comportamento dos preços apresentou diferenças expressivas entre as regiões, mostrando que o mercado residencial não evolui de maneira uniforme no país.

A média de valorização registrada no período foi de 5,49%, acima da inflação oficial ao consumidor, de 4,14%. Entre as capitais, Manaus assumiu a liderança, com avanço de 11,42% no preço dos imóveis. Salvador apareceu na sequência, com 10,84%, enquanto Vitória registrou alta de 10,16%. Brasília completou o grupo das capitais com maiores valorizações, com 9,44%.

Na outra ponta do levantamento, Porto Alegre apresentou a menor valorização entre as capitais, com crescimento de 0,96% em 12 meses. Curitiba teve alta de 2,74%, seguida por Belo Horizonte, com 2,92%. São Paulo, principal mercado imobiliário do país, registrou valorização de 3,63% no mesmo período.

Mercados regionais apresentam comportamentos diferentes

Os números reforçam que não existe um único comportamento para o mercado imobiliário brasileiro. Oferta de imóveis, demanda, quantidade de lançamentos, estoque disponível, condições econômicas locais e preferência dos compradores influenciam diretamente a formação dos preços em cada cidade.

A diferença entre Manaus e Porto Alegre evidencia essa realidade. Enquanto a capital amazonense acumulou alta superior a 11% em um ano, a capital gaúcha apresentou avanço inferior a 1%. Isso significa que fatores regionais podem ter peso significativo na valorização dos imóveis, mesmo diante de um cenário econômico nacional comum.

Para investidores, incorporadoras e compradores, a leitura dos indicadores locais pode ser mais relevante do que observar apenas a média nacional. Uma cidade com valorização mais moderada pode apresentar características diferentes de outra que esteja passando por forte expansão da demanda ou redução da oferta.

Imóvel mais caro não significa maior valorização

Outro dado importante do levantamento é a diferença entre o preço absoluto do metro quadrado e o ritmo de valorização.

Manaus lidera a valorização entre as capitais, mas o preço médio do metro quadrado na cidade é de R$ 7.884. Já Vitória apresenta uma combinação diferente: registra a terceira maior valorização anual e, ao mesmo tempo, possui o metro quadrado mais caro entre as capitais pesquisadas, alcançando R$ 15.650.

Florianópolis aparece com preço médio de R$ 13.531 por metro quadrado e valorização de 8,20%. São Paulo possui valor médio de R$ 12.143 por metro quadrado, mas acumulou alta de 3,63%.

Curitiba apresenta outro exemplo dessa diferença. Mesmo com metro quadrado médio de R$ 11.731, um dos valores mais elevados entre as capitais, a valorização registrada em 12 meses foi de 2,74%.

A comparação mostra que o preço atual de um imóvel e seu potencial de valorização são indicadores diferentes. Um mercado pode ter imóveis caros e crescer pouco, enquanto outro, com valores mais baixos, pode apresentar avanço percentual mais expressivo.

O que influencia a valorização dos imóveis

A formação dos preços está relacionada à interação entre oferta e demanda. Quando há maior procura por determinada região e disponibilidade limitada de imóveis, os preços podem sofrer pressão de alta.

O volume de novos lançamentos também interfere nesse equilíbrio. A entrada de novos empreendimentos pode ampliar a oferta e influenciar a dinâmica de preços, enquanto regiões com restrição de terrenos ou menor disponibilidade de unidades podem apresentar comportamento diferente.

As condições econômicas locais também entram nessa equação. Emprego, renda, infraestrutura urbana, investimentos públicos e privados e mudanças no perfil de ocupação de determinadas áreas podem alterar a percepção de valor dos imóveis.

Por isso, a valorização imobiliária precisa ser analisada considerando as características específicas de cada cidade e, muitas vezes, de cada bairro.

Impactos para condomínios e para o mercado imobiliário

A valorização dos imóveis também produz reflexos sobre o setor condominial. Empreendimentos localizados em regiões com forte procura podem registrar maior interesse de compradores e investidores, aumentando a relevância da qualidade da gestão, da conservação das áreas comuns e da infraestrutura oferecida.

A valorização patrimonial pode ainda ampliar a importância de fatores como manutenção predial, segurança, eficiência operacional e planejamento das despesas. Em mercados mais competitivos, a percepção de qualidade do condomínio pode contribuir para preservar a atratividade das unidades.

Para síndicos e administradoras, acompanhar a evolução do mercado local também pode ajudar na compreensão das mudanças no perfil dos moradores, na demanda por melhorias e na valorização dos ativos que compõem o empreendimento.

Cenário exige análise além da média nacional

Os dados do FipeZap mostram que o mercado imobiliário brasileiro segue em trajetória de valorização, mas em velocidades diferentes. A alta média de 5,49% demonstra um movimento positivo, porém as distâncias entre as cidades revelam que decisões relacionadas à compra, venda ou investimento exigem uma análise mais específica.

Manaus, Salvador, Vitória e Brasília se destacaram entre as capitais com maiores avanços, enquanto Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte apresentaram as menores taxas. A diferença reforça a importância de observar indicadores regionais antes de avaliar o desempenho de um imóvel.

Para o mercado imobiliário e o setor condominial, o levantamento oferece um retrato de um Brasil com diferentes ciclos de valorização. Mais do que identificar onde o metro quadrado custa mais, compreender onde os preços estão crescendo e quais fatores sustentam esse movimento pode ser decisivo para compradores, investidores, incorporadoras, administradoras e gestores de condomínios.




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