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Família denuncia ataques a criança com autismo em condomínio

Vizinhos fotografaram e filmaram o menino brincando na piscina e enviaram as imagens com comentários ofensivos para um grupo de WhatsApp

Gazeta digital
Família denuncia ataques a criança com autismo em condomínio Imagem ilustrativa

Um caso de discriminação e intolerância abalou a tranquilidade de um condomínio em Cuiabá, onde uma família denunciou que seu filho de 9 anos, diagnosticado com autismo, foi vítima de ataques e discriminação por parte de vizinhos. O incidente, que expôs a falta de empatia e o preconceito, ocorreu no dia 12 de março, mas as consequências reverberam na vida da família até hoje.

Segundo relatos, o menino, que possui autismo com nível de suporte 3 e é não verbal, desejava brincar na piscina do condomínio após uma sessão de terapia. Ao utilizar o espaço de lazer, foi alvo da ação de dois moradores que, munidos de celulares, fotografaram e filmaram a criança enquanto ela se divertia na água.


As imagens capturadas pelos vizinhos foram compartilhadas em um grupo de WhatsApp de moradores, acompanhadas de comentários ofensivos e discriminatórios. As reclamações se concentravam nos gritos da criança, manifestação comum em pessoas com autismo. Mesmo após serem informados sobre a condição do menino, os vizinhos persistiram nas agressões verbais, sugerindo que ele fosse levado para "atendimento ambulatorial" e afirmando que ele estava "na piscina incomodando".


A atitude dos vizinhos causou profunda dor e indignação na família da criança. Os pais, que já enfrentam os desafios diários de criar um filho com autismo, agora se sentem inseguros e constrangidos em permitir que o menino utilize as áreas comuns do condomínio. A mãe da criança está particularmente abalada com a situação.

Diante da gravidade dos fatos, o advogado da família, Thatiane Cardoso do Nascimento, informou que irá apresentar uma denúncia à Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT), uma vez que os dois moradores envolvidos na ação discriminatória são advogados. Além da representação na OAB, a família buscará reparação por meio de ações criminais e civis.

O condomínio, por sua vez, divulgou um comunicado oficial no qual repudia as atitudes dos moradores e reforça que a convivência no local deve ser pautada pelo respeito, empatia e inclusão. A administração do condomínio também orientou os moradores sobre os procedimentos para denunciar casos de discriminação e intolerância.

Este caso lamentável serve de alerta para a sociedade sobre a importância da conscientização e do respeito às pessoas com autismo. A discriminação é crime e deve ser combatida em todas as suas formas.




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