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Moradores denunciam falhas estruturais e elétricas em condomínio na zona norte de Sorocaba

Conjunto habitacional no Parque São Bento enfrenta infiltrações, apagões e vazamentos desde a entrega das unidades em julho, e moradores cobram respostas da construtora

Cruzeiro do Sul
Moradores denunciam falhas estruturais e elétricas em condomínio na zona norte de Sorocaba Foto: Reprodução

Moradores denunciam falhas estruturais e elétricas em condomínio na zona norte de Sorocaba

Moradores de um condomínio localizado no bairro Parque São Bento, na zona norte de Sorocaba (SP), relatam uma série de falhas estruturais e elétricas desde a entrega das unidades, em julho deste ano. O empreendimento, avaliado em cerca de R$ 255 mil por apartamento, tem sido alvo de críticas por parte dos condôminos, que afirmam viver em condições precárias e sem retorno efetivo da construtora.

Os relatos incluem paredes tortas, portas desalinhadas, infiltrações, falta de água, quedas de energia e até fiação elétrica submersa após as chuvas, representando risco à segurança dos moradores.

“O principal problema hoje é o elétrico. Não tem como não falar disso. E a construtora não responde”, afirmou o síndico James Alves de Oliveira, destacando que os moradores chegaram a ficar quase 20 horas sem água no último fim de semana.

Risco e frustração entre moradores

De acordo com o síndico, as falhas na rede elétrica e hidráulica comprometem o funcionamento básico do condomínio.

“Quando chove, tudo fica debaixo d’água, inclusive a fiação. A fiação do condomínio todo está debaixo d’água”, relatou.

A situação, segundo os moradores, se repete há mais de um mês sem respostas efetivas da construtora.

Além do desconforto, os prejuízos financeiros têm aumentado. A moradora Larissa Bertozzi contou que perdeu um dia de trabalho por falta de água e teve o salário descontado. Já Maiara Brás relatou que a geladeira queimou após sucessivas quedas de energia, resultando na perda de alimentos.

“Eles pedem nota fiscal do eletrodoméstico, mas ninguém guarda nota de uma geladeira comprada há anos”, lamentou.

Outro problema relatado é o mau cheiro causado pelo retorno do esgoto em alguns blocos.

“O cheiro começa por volta das cinco da tarde e quem mora no térreo precisa fechar tudo, porque é insuportável”, contou Edvania dos Santos.

Erros de construção e riscos com o gás

Os moradores também apontam falhas graves na execução das obras.

“As paredes são tortas, as janelas mal colocadas, a porta não fecha e o esgoto volta”, descreveu Maiara.

Em um dos apartamentos, a queda de água do banheiro foi construída no sentido errado, fazendo com que a água escorra para fora do cômodo.

“Para eles consertarem, querem que eu tire o box, e se quebrar, a responsabilidade é minha”, completou.

Edvania relatou ainda um erro grave de encanamento de gás, com a ligação invertida entre apartamentos.

“Colocaram o gás de um apartamento no outro. A moradora ficou uma semana sem cozinhar até descobrirem que o botijão estava ligado no vizinho”, afirmou.

Prejuízos e possíveis medidas legais

O síndico estima que os danos às áreas comuns, como bombas da piscina e equipamentos elétricos, já ultrapassem
R$ 10 mil. Diante do cenário, uma assembleia será realizada nas próximas semanas para discutir a contratação de um laudo técnico independente e uma possível ação judicial contra a construtora.

“A gente sonhou com o nosso lar e agora tem medo de ligar o chuveiro ou abrir a torneira”, desabafou Maiara, refletindo o sentimento de frustração e insegurança entre os condôminos.

O que dizem os órgãos públicos

O
Saae/Sorocaba informou que não há registros de falhas na rede de abastecimento que atende o condomínio nos últimos três meses, orientando os moradores a protocolar reclamações pelos canais oficiais. Já a CPFL Piratininga declarou não possuir registros de interrupções de energia no local e garantiu realizar manutenções preventivas constantes.

Posicionamento da construtora

A
Direcional Engenharia, responsável pelo empreendimento, afirmou em nota que mantém contato direto com o síndico e que parte das demandas já foi solucionada. A empresa informou ainda que uma equipe técnica segue atuando no local e reforçou a importância de os moradores seguirem as orientações do manual do proprietário. Entretanto, não detalhou quais problemas foram resolvidos nem apresentou um cronograma para as próximas ações.













Fiscalização e transparência

Especialistas em engenharia e direito condominial apontam que o caso reforça a importância de vistorias técnicas detalhadas, acompanhamento jurídico e transparência na entrega de empreendimentos. Para os moradores, o sentimento é de descaso e insegurança, mas a expectativa é que as medidas coletivas tragam respostas concretas.




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