Porteiro é agredido após impedir entrada de motociclista que fugia de abordagem policial em condomínio
Funcionário foi atacado por moradores ao negar acesso de homem que tentava se esconder da Polícia Militar; confusão terminou com disparo de advertência e prisões em Patos de Minas
Foto: Reprodução Uma ocorrência envolvendo a tentativa de fuga de um motociclista mobilizou equipes da Polícia Militar e terminou em cenas de violência dentro de um condomínio fechado em Patos de Minas (MG). O episódio teve início quando um homem de 30 anos tentou entrar no residencial para escapar de uma abordagem policial, mas teve o acesso negado pelo porteiro responsável pela guarita.
Segundo as informações da ocorrência, como o motociclista não era morador nem possuía autorização para ingressar no condomínio, o porteiro cumpriu os procedimentos de segurança e recusou sua entrada. Pouco depois, dois homens chegaram ao local e passaram a exigir que o funcionário liberasse o acesso do motociclista.
Diante da nova negativa, os dois homens retiraram o porteiro à força pela janela da guarita, iniciando uma série de agressões com socos e tapas. Em seguida, chutaram a porta de vidro da portaria até quebrá-la, invadiram o espaço e continuaram agredindo o trabalhador. Durante a ação, os próprios agressores sofreram ferimentos leves provocados pelos estilhaços do vidro.
Ao perceber a situação, um morador do condomínio, que atua como policial penal, interveio para conter a violência. Após se identificar e ordenar diversas vezes que as agressões cessassem, efetuou um disparo de advertência em direção ao solo, em local considerado seguro, conseguindo interromper a ação dos envolvidos. A síndica confirmou que havia sido avisada pelo porteiro sobre a tentativa de invasão e solicitou que seu marido verificasse o que estava acontecendo.
A Polícia Militar localizou os dois suspeitos quando eles tentavam deixar o condomínio em um veículo. Já o porteiro sofreu um hematoma na cabeça e precisou ser encaminhado à Santa Casa de Misericórdia para atendimento médico. O motociclista preferiu permanecer em silêncio durante a abordagem. Um dos agressores alegou que atacou o funcionário porque ele teria ofendido uma familiar, enquanto o outro chegou a afirmar que sua intenção era matar o porteiro.
Os três envolvidos foram conduzidos à Delegacia de Plantão da Polícia Civil. Inicialmente, os dois homens responderão por lesão corporal, dano e ameaça, enquanto o motociclista deverá responder por ameaça. Como os delitos foram enquadrados como infrações de menor potencial ofensivo, todos assinaram termo de compromisso para comparecimento ao Juizado Especial Criminal e foram liberados posteriormente.
O caso evidencia os riscos enfrentados diariamente pelos profissionais de portaria e reforça a importância de que os protocolos de controle de acesso sejam respeitados, garantindo a segurança dos moradores, funcionários e demais pessoas que circulam nos condomínios.



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