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Síndica é agredida durante protesto em condomínio e se pronuncia após episódio de violência em Londrina

Heyde Bárbaro relatou ter sofrido ferimentos e agressões físicas durante manifestação de moradores que pediam sua saída da administração do Residencial Vista Bela, na zona norte da cidade.

Tarobá
Síndica é agredida durante protesto em condomínio e se pronuncia após episódio de violência em Londrina Foto: Reprodução

Síndica denuncia agressões durante protesto em condomínio de Londrina (PR)

A síndica do Residencial Vista Bela, localizado na zona norte de Londrina (PR), Heyde Bárbaro, se pronunciou nesta terça-feira (11) após ter sido agredida durante um protesto de moradores realizado na noite da última segunda-feira (10). O grupo, reunido em frente ao bloco 10, pedia a saída da administradora e criticava o aumento das taxas condominiais e a cobrança de juros considerados abusivos em casos de atraso nos pagamentos.

De acordo com Heyde, que está à frente da gestão há três meses, o valor atual das cotas, em torno de R$ 350 por apartamento — aproximadamente R$ 100 a mais do que o previsto —, foi mantido conforme a administração anterior. Segundo sua defesa, o reajuste se deve ao alto índice de inadimplência, já que apenas 70 dos 208 condôminos estão com os pagamentos em dia.

Durante o protesto, a situação teria saído do controle e resultado em agressões físicas contra a síndica. Heyde relatou ter sofrido arranhões, ferimentos, um olho roxo e dito que chegou a ter tufo de cabelo arrancado durante o tumulto. A síndica registrou boletim de ocorrência e afirmou que pretende acionar judicialmente os agressores.

O advogado da síndica informou que foi solicitado um levantamento detalhado das gestões atual e anterior do condomínio para apurar possíveis irregularidades e esclarecer as origens do aumento nas taxas. Ele destacou que a administração está disposta a apresentar transparência total das contas, mas repudia qualquer forma de violência como forma de manifestação.

O Residencial Vista Bela é um dos maiores empreendimentos da zona norte de Londrina e já vinha enfrentando tensões entre moradores e administração nos últimos meses. O protesto de segunda-feira contou com a presença da Polícia Militar, que foi acionada para conter os ânimos e evitar novos confrontos.

A Polícia Civil deve investigar o episódio de agressão, enquanto a administração condominial busca restabelecer o diálogo com os condôminos. Heyde afirmou que, apesar das ameaças e do episódio traumático, pretende continuar à frente da gestão para garantir estabilidade e transparência nas contas do condomínio.

O caso expõe um cenário cada vez mais comum em condomínios de grande porte: a tensão entre inadimplência, aumento de custos e insatisfação dos moradores, que muitas vezes resulta em conflitos e desgaste nas relações comunitárias.








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