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Moradores de prédio de alto padrão interditado em Praia Grande cobram construtora e querem voltar para casa

Edifício está interditado desde fevereiro de 2024 após risco estrutural; famílias vivem há mais de 600 dias fora de seus apartamentos

R7
Moradores de prédio de alto padrão interditado em Praia Grande cobram construtora e querem voltar para casa Foto: Reprodução

Moradores de um edifício de alto padrão em Praia Grande, no litoral de São Paulo, seguem vivendo um cenário de incerteza e angústia desde fevereiro de 2024, quando o prédio foi interditado após tremores e estrondos indicarem risco estrutural iminente. A evacuação ocorreu de forma emergencial, em pleno período de Carnaval, obrigando famílias a deixarem seus apartamentos às pressas.

O edifício possui 19 andares e 133 apartamentos. Passados mais de 600 dias desde a interdição, os condôminos ainda não têm uma data concreta para retornar aos imóveis. Diante da demora, os moradores organizaram uma comissão para negociar diretamente com a construtora responsável pela obra.

Relatos apontam que o impacto vai além do afastamento dos lares.

“Era para ser o apartamento dos sonhos, mas virou um pesadelo”, afirma Pedro, um dos moradores.

Carina, outra residente, relata que seu imóvel sofreu alterações profundas durante as intervenções.

“Está tudo quebrado, parece outro lugar”, diz.

A construtora informou que assumiu o compromisso de reestruturar o prédio e prestar assistência financeira às famílias afetadas. Atualmente, cerca de 70 famílias vivem em imóveis alugados pela empresa ou recebem reembolso de valores pagos com recursos próprios. Ainda assim, muitos moradores demonstram insegurança quanto ao cumprimento das promessas.

O estado de conservação do edifício também preocupa. Janelas quebradas, alterações visíveis na fachada e danos internos causados pelas obras em andamento reforçam o sentimento de abandono. Há relatos de prejuízos a móveis e pertences pessoais dentro dos apartamentos.

Diante do impasse, uma reunião com o Ministério Público foi agendada para discutir soluções definitivas, incluindo a definição de prazos claros para o retorno, indenizações, ressarcimentos financeiros ou até a oferta de novos imóveis. A CPFL informou que eventuais cancelamentos de serviços elétricos dependem de solicitação do proprietário.

A construtora afirma que as obras estão em fase final e prevê um retorno parcial das famílias apenas em março de 2026. No entanto, moradores seguem céticos e cobram mais transparência, prazos realistas e garantias de segurança antes de qualquer reocupação.

caso evidencia os desafios da gestão de crises estruturais em condomínios, levanta questionamentos sobre responsabilidade técnica na construção civil e reacende o debate sobre o direito à moradia segura e à reparação adequada aos moradores afetados.




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