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Mercado imobiliário brasileiro registra quase R$ 14 bilhões em transações no 4º trimestre de 2025

Relatório da consultoria aponta alta liquidez e seletividade nos investimentos em imóveis corporativos, varejo e logística

Monitor do Mercado
Mercado imobiliário brasileiro registra quase R$ 14 bilhões em transações no 4º trimestre de 2025 Imagem ilustrativa

O último trimestre de 2025 marcou um desempenho sólido do mercado imobiliário brasileiro, com um total de **64 transações imobiliárias que movimentaram aproximadamente R$ 13,9 bilhões, de acordo com relatório divulgado pela consultoria Cushman & Wakefield. O resultado reflete um ambiente de investimentos altamente líquido, porém mais criterioso, com investidores priorizando ativos com renda contratada e riscos operacionais reduzidos.

Segundo o estudo, o preço médio dos ativos negociados ficou em torno de R$ 6.293 por metro quadrado, com a área transacionada somando cerca de 2,1 milhões de metros quadrados no período — um indicativo de que setores robustos continuam atraindo capital institucional e privado.

No segmento de varejo (retail) — impulsionado principalmente por operações envolvendo shopping centers — foram realizadas 29 transações, que juntas somaram cerca de R$ 6,5 bilhões, consolidando o setor como o principal em volume financeiro transacionado no trimestre.

O setor industrial e logístico se destacou em termos de área transacionada, com 24 operações que totalizaram R$ 5,3 bilhões, atendendo à crescente demanda por espaços ligados à logística, distribuição e armazenagem — setores estratégicos para o comércio e cadeias de suprimentos no Brasil.

Já no segmento de escritórios, que registrou 11 transações, o preço médio por metro quadrado alcançou os R$ 14.326, o maior entre os segmentos analisados. As negociações concentraram-se em edifícios de padrão elevado, com destaque para transações em cidades como São Paulo, Brasília e Belo Horizonte.

Outro ponto importante do relatório da Cushman & Wakefield é o papel dos fundos de investimento imobiliário (FIIs). Eles continuaram a protagonizar grande parte das operações, especialmente em ativos estabilizados — aqueles já em operação com geração de receita e contratos de longo prazo, o que proporciona maior previsibilidade de fluxo de caixa em um cenário macroeconômico ainda desafiador.

Especialistas em mercado imobiliário e direito imobiliário avaliam que, embora o volume transacionado seja expressivo, o perfil seletivo dos investidores revela uma busca por segurança e resiliência em um ambiente de incertezas econômicas, como as taxas de juros elevadas e desafios no financiamento imobiliário. Essa seletividade contrasta com períodos anteriores em que a liquidez era menos criteriosa e amplia a importância de estruturas contratuais robustas, garantias e estudos de viabilidade antes da aquisição de ativos.

O desempenho no quarto trimestre reforça a tendência de que o mercado imobiliário brasileiro segue como um setor relevante para investimentos institucionais e privados, mesmo diante de variáveis macroeconômicas complexas, com destaque para segmentos que oferecem estabilidade e geração de renda, como o varejo, a logística e os escritórios premium. 




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