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Segurança dos condomínios também é responsabilidade dos moradores, alerta advogado

Márcio Spimpolo destaca que participação ativa dos condôminos é essencial para proteção coletiva e que hábitos cotidianos podem comprometer a segurança de todo o prédio

R7
Segurança dos condomínios também é responsabilidade dos moradores, alerta advogado Imagem ilustrativa

A segurança condominial é um tema que ultrapassa a simples responsabilidade da equipe de portaria: a participação ativa dos moradores também é fundamental para a proteção coletiva do edifício, reforça o advogado Márcio Spimpolo, em análise divulgada pelo R7.

O alerta surgiu após uma tentativa de invasão frustrada em um prédio na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, quando o porteiro agiu rapidamente seguindo o protocolo de segurança e evitou que criminosos tivessem êxito. Para o especialista, o episódio evidencia que a segurança predial depende tanto da ação da equipe quanto do comportamento dos moradores.

Em entrevista ao Conexão Record News, Spimpolo enfatizou que o porteiro é a principal “chave de entrada” do condomínio e deve estar atento o tempo todo, com treinamento rigoroso para identificar situações suspeitas. Ele ressaltou que distrações — como o profissional usar o celular ou assistir televisão durante o expediente — comprometem a segurança de toda a coletividade.

Mas, segundo o advogado, o papel do morador também é decisivo: atitudes aparentemente simples, como segurar a porta para outra pessoa, podem criar brechas para quem não teve a entrada liberada e facilitar o acesso de indivíduos não autorizados ao prédio. Por isso, ele afirma que esse tipo de gentileza deve ser evitado no dia a dia dos condomínios.

O papel do síndico e das regras internas

A participação efetiva dos moradores, explica Spimpolo, passa por regras claras de convivência definidas pelo síndico e aprovadas em assembleia. Essas normas devem orientar condutas como o acesso de visitantes, reservas de áreas comuns e comunicação interna dos protocolos de segurança.

Segundo especialistas em gestão condominial, a segurança de um condomínio é um sistema integrado que envolve equipamentos, tecnologia, rotinas e comportamento dos usuários. A portaria física — e mesmo sistemas de portaria virtual ou automação — só são verdadeiramente eficazes quando há disciplina coletiva e respeito às normas estabelecidas.

Treinamento e protocolos de crise

Além de procedimentos básicos, Spimpolo alerta que a equipe de segurança deve estar preparada para lidar com situações de crise, como acionamento do botão de pânico ou reconhecimento de tentativa de arrombamento. O treinamento específico para esses cenários, ressalta ele, é imprescindível para reduzir riscos e responder com eficácia a emergências.

A cultura de segurança começa com cada residente

Especialistas no segmento também destacam que a cultura de segurança precisa ser construída entre os condôminos. Isso inclui desde o cumprimento de regras de acesso até a participação ativa em assembleias que tratam de segurança, manutenção dos equipamentos de proteção e comunicação constante entre moradores e a administração.

A mensagem é clara: a segurança de um condomínio é uma responsabilidade compartilhada, que requer a cooperação diária de todos os moradores. Protocolos bem definidos, equipe treinada e uma comunidade engajada tornam os espaços residenciais mais protegidos e contribuem para uma convivência harmoniosa e mais tranquila. 




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