Ex-síndica do edifício JK em Belo Horizonte morre aos 78 anos após mais de 40 anos à frente do condomínio
Maria Lima das Graças administrou um dos condomínios mais emblemáticos da capital mineira e ficou conhecida pela longa e marcante gestão no conjunto arquitetônico
Foto: Reprodução A ex-síndica do tradicional Edifício JK, em Belo Horizonte (MG), Maria Lima das Graças, morreu aos 78 anos na sexta-feira (13). Ela estava internada desde o dia 4 de março no Hospital Felício Rocho, localizado na região Centro-Sul da capital mineira.
Maria Lima das Graças ficou conhecida nacionalmente por comandar por mais de quatro décadas a administração do condomínio, considerado um dos empreendimentos residenciais mais emblemáticos da cidade. O conjunto arquitetônico, projetado pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer na década de 1950, tornou-se um marco urbanístico de Belo Horizonte.
Durante sua gestão, a síndica esteve à frente de um complexo residencial de grandes proporções. O Edifício JK abriga cerca de mil apartamentos e aproximadamente 5 mil moradores, número comparável ao de uma pequena cidade, o que torna a administração do condomínio um desafio significativo em termos de gestão e organização.
A longa trajetória de Maria Lima das Graças no cargo também lhe rendeu notoriedade entre moradores e no setor condominial. Conhecida pelo estilo firme de gestão, ela chegou a ser apelidada de “Dama de Ferro do JK”, expressão usada por condôminos para descrever a postura rígida adotada ao longo dos anos na administração do empreendimento.
Nos últimos anos, a administração do condomínio também esteve no centro de disputas internas e processos judiciais envolvendo a conservação do conjunto arquitetônico, que é considerado patrimônio cultural.
A longa permanência no cargo chegou ao fim em 2025, quando a síndica precisou se afastar da administração do edifício devido ao agravamento de problemas de saúde. Após o afastamento, a gestão passou a ser conduzida por integrantes da administração do condomínio.
O velório foi realizado em Belo Horizonte, reunindo familiares, amigos e pessoas ligadas à história do condomínio. A trajetória de Maria Lima das Graças deixa um capítulo marcante na história da gestão condominial brasileira, especialmente em um dos edifícios mais simbólicos da capital mineira.


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