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Tarifa de água já representa mais de 45% das despesas em condomínios no Rio de Janeiro

Modelo de cobrança baseado em tarifa mínima por unidade eleva custos e pressiona orçamento de moradores e administradoras

O Dia
Tarifa de água já representa mais de 45% das despesas em condomínios no Rio de Janeiro Modelo de tarifa da água no RJ cria incentivos contrários ao uso eficiente do recurso, analisa especialista

A tarifa de água tem se consolidado como um dos principais fatores de pressão financeira nos condomínios do Rio de Janeiro. De acordo com dados do setor imobiliário, o custo com abastecimento já ultrapassa 45% do orçamento mensal de muitos empreendimentos, impactando diretamente o valor das taxas condominiais.


O aumento expressivo está relacionado ao modelo tarifário adotado no estado, conhecido como “tarifa mínima por economia”. Nesse sistema, quando o condomínio possui apenas um hidrômetro, a cobrança mínima é multiplicada pelo número de unidades, independentemente do consumo real.


Segundo a Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), esse modelo fez com que o peso da água nas despesas saltasse de cerca de 7% para mais de 45% nos últimos anos, gerando forte impacto financeiro para moradores e administradoras.


A distorção se torna ainda mais evidente quando comparada a outros estados. Em alguns casos, os valores praticados no Rio de Janeiro podem ser até 14 vezes superiores aos de Minas Gerais, além de significativamente mais altos que os registrados em estados como São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.


Especialistas apontam que o modelo atual não reflete o consumo real e ainda incentiva o desperdício, já que a cobrança mínima independe da quantidade efetivamente utilizada. Para o setor, trata-se de uma distorção que precisa ser revista com urgência por órgãos reguladores e pelo poder público.


Diante desse cenário, entidades como Abadi e Secovi Rio já solicitaram formalmente a revisão do modelo junto à Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), além de promover iniciativas para ampliar o debate com a sociedade.


O tema, inclusive, deve ganhar destaque em eventos do setor condominial, reunindo especialistas, gestores e representantes públicos para discutir alternativas mais justas e sustentáveis para a cobrança de água e esgoto.


Para síndicos e administradoras, o cenário exige atenção redobrada na gestão financeira, planejamento orçamentário e busca por soluções que reduzam desperdícios, como campanhas de consumo consciente e, quando possível, a individualização da medição.

O avanço das discussões pode ser determinante para aliviar o peso no bolso dos moradores e garantir maior equilíbrio nas contas dos condomínios, em um momento em que os custos operacionais seguem em alta.





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