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Mulher é indiciada por maus-tratos após manter cerca de 400 gatos em apartamento

Investigação aponta que centenas de animais viviam em condições insalubres dentro de imóvel em Santa Catarina

G1
Mulher é indiciada por maus-tratos após manter cerca de 400 gatos em apartamento Foto: Reprodução

Mulher é indiciada por maus-tratos após manter cerca de 400 gatos em apartamento

A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou uma mulher por maus-tratos após a descoberta de aproximadamente 400 gatos vivendo dentro de um apartamento residencial na cidade de Concórdia, no Oeste catarinense. O caso ganhou repercussão nacional devido às condições encontradas no imóvel e à quantidade incomum de animais mantidos no local.

Segundo as autoridades, os felinos estavam concentrados em um apartamento de cerca de 200 metros quadrados, em ambiente considerado insalubre por equipes da Vigilância Sanitária e órgãos de proteção animal. Relatórios apontaram excesso de animais, falta de condições adequadas de higiene e problemas relacionados ao bem-estar dos gatos.

A situação vinha sendo acompanhada pelo Ministério Público de Santa Catarina e pela Prefeitura de Concórdia. Em abril, um acordo chegou a ser firmado para promover a retirada gradual dos animais, além de castração, microchipagem, atendimento veterinário e encaminhamento para adoção responsável. No entanto, as medidas não foram cumpridas integralmente.

Diante do descumprimento do acordo, as autoridades intensificaram as ações e solicitaram autorização judicial para acesso ao imóvel e resgate dos animais. A operação envolveu equipes da Prefeitura, Ministério Público, profissionais de medicina veterinária e instituições parceiras.

Durante as avaliações, diversos gatos apresentaram problemas de saúde associados à superlotação e às condições sanitárias inadequadas. Os animais passaram a receber atendimento especializado, incluindo exames, tratamento veterinário, quarentena e castração antes da disponibilização para adoção.

O caso também gerou impactos para o condomínio e para os moradores da região, já que situações de acumulação excessiva de animais podem provocar problemas sanitários, odores, proliferação de doenças e conflitos relacionados à convivência coletiva. Especialistas destacam que episódios semelhantes exigem atuação conjunta entre síndicos, órgãos públicos e entidades de proteção animal.

A Prefeitura estima que os custos do resgate, tratamento e acolhimento dos animais possam chegar a centenas de milhares de reais. O município informou que buscará o ressarcimento dos gastos por meio das medidas legais cabíveis.

O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades e reforça a importância da posse responsável de animais, especialmente em condomínios, onde o bem-estar dos pets deve estar alinhado às condições adequadas de saúde, segurança e convivência coletiva.




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