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Funcionária de administradora de condomínio ostenta reformas e caminhonete e desvio de R$ 1 milhão vem à tona

Assistente Administrativa exibia bens nas redes sociais e acabou confessando apropriação de recursos de mais de 40 condomínios

B News
Funcionária de administradora de condomínio ostenta reformas e caminhonete e desvio de R$ 1 milhão vem à tona Foto: Reprodução

Assistente administrativa é acusada de desviar mais de R$ 1 milhão de administradora que atendia condomínios em Londrina

Um esquema de desvio financeiro superior a R$ 1 milhão foi descoberto em Londrina (PR) depois que o proprietário de uma administradora de condomínios estranhou a ostentação de uma empregada nas redes sociais e solicitou a prestação de contas. A empresa atende cerca de 40 condomínios na região, segundo a Polícia Civil. 

De acordo com o apurado, a assistente administrativa identificada como Joelma Gonçalves Pinheiro vinha publicando imagens de eletrodomésticos novos — entre eles geladeira, fogão e uma lava-louças avaliada em R$ 4,5 mil — além de reforma de apartamento e aquisição de uma caminhonete, o que chamou a atenção do empregador. Após a solicitação de explicações e a conferência dos relatórios contábeis, Joelma teria confessado o desvio, que, segundo a investigação, foi cometido com a ajuda do marido, José Carlos Pinheiro. 

O casal foi detido na segunda-feira (25) e passou a noite preso, mas foi liberado no dia seguinte; eles vão responder em liberdade por fraude e furto qualificado. A defesa afirmou que ainda não teve acesso completo ao inquérito e prometeu manifestação no decorrer do processo. A Polícia Civil investiga o caso com base nas informações e documentos fornecidos pela administradora e nas provas colhidas. 

O episódio reacende alerta sobre riscos de controle interno em empresas que administram recursos de condomínios. Especialistas em governança e direito condominial lembram que fraudes desse tipo costumam ocorrer quando há concentração de funções — por exemplo, quando a mesma pessoa executa lançamentos, aprova pagamentos e tem acesso livre às contas bancárias — e recomendam práticas de mitigação, como:

  • Segregação de funções (lançamento, aprovação e conciliação por pessoas distintas);
  • Conciliações bancárias mensais assinadas por gestor e fiscal;
  • Requisição de notas fiscais e contratos para obras e serviços;
  • Auditorias internas/externas periódicas;
  • Uso de assinaturas eletrônicas com autenticação forte e políticas de acesso;
  • Comunicação clara entre administradora, síndicos e conselho fiscal.

Para condomínios e gestores, a lição é prática: controles simples e rotina de verificação reduzem drasticamente a chance de perdas financeiras e aumentam a transparência, essencial para a confiança dos condôminos.

Proprietários de empresas que prestam serviço a condomínios também são aconselhados a manter reservas técnicas, apólices específicas e mecanismos de garantia (como cauções ou fianças) que minimizem o impacto econômico em caso de desvios. Síndicos, por sua vez, devem exigir relatórios frequentes e acesso facilitado a extratos e comprovantes, além de avaliar a contratação de administradoras com histórico e controles comprovados.

A investigação segue em curso na delegacia responsável, que analisará as responsabilidades civis e criminais, bem como o eventual ressarcimento dos prejuízos aos condomínios atingidos. A reportagem acompanha os desdobramentos e procurou a defesa dos envolvidos para comentário; a manifestação será publicada quando houver posicionamento.







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