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Moradores denunciam síndico por multas abusivas e ameaças em condomínio de luxo

Em condomínio com cerca de 13 mil moradores, gestão é acusada de falta de transparência, multas excessivas e rombo milionário

R7
Moradores denunciam síndico por multas abusivas e ameaças em condomínio de luxo Foto: Reprodução

Moradores denunciam síndico por multas abusivas e ameaças em condomínio de luxo

Em uma atmosfera tensa e conflituosa, moradores de um condomínio de alto padrão no bairro Jardim Íris, na zona noroeste de São Paulo, mobilizam denúncias contra o síndico Fábio Godoy, acusando-o de aplicar multas abusivas, fazer ameaças e omitir prestação de contas. Segundo relatos, o condomínio abriga cerca de 13 mil pessoas, e as queixas apontam para uma gestão repleta de irregularidades. 

Acusações graves e falta de transparência

Os condôminos relatam que as multas chegam a superar R$ 1.000 e que há moradores acumulando dezenas de penalidades, mesmo em casos de infrações aparentemente menores. Alguns afirmam que quem questiona a gestão acaba penalizado. “Quem reclama é multado”, afirmam. 

A cobrança de água é citada como exemplo de arbitrariedade: em um mês, a conta teria dobrado sem justificativas claras. 

Além das multas, moradores denunciam ameaças e intimidações na condução administrativa do condomínio, bem como falta de planilhas, documentos contábeis e prestação formal de contas. Há quem diga que tudo é feito “no papel de padaria”. 

Controvérsia financeira e rombo milionário

As acusações também apontam para um rombo financeiro milionário no condomínio, com suspeitas de má gestão e descontrole nas finanças. 

Paralelamente, o condomínio responde a um processo movido pela companhia de água, com dívida que ultrapassa R$ 1 milhão

Reações e implicações

Os moradores responsabilizados clamam por transparência, fiscalização e responsabilização. Alguns já exigem que as contas sejam publicizadas, que haja auditorias independentes e que a assembleia seja convocada com rigor para tratar dessas denúncias.

Especialistas condominiais alertam que situações como essa, se não enfrentadas, podem gerar insegurança jurídica, conflitos judiciais e desgaste comunitário.

Caminhos legais e recomendações

  • Assembleia extraordinária: os condôminos têm o direito de convocar assembleia para tratar da destituição do síndico ou revisão das normas internas.
  • Transparência contábil: o condomínio deve apresentar documentos, balancetes e demonstrativos para consulta dos moradores.
  • Ação judicial: em casos de multas abusivas e ameaças, os afetados podem buscar reparação judicial, inclusive por abuso de poder.
  • Fiscalização externa: órgãos como o Ministério Público ou defensoria pública podem intervir, caso haja indícios de lesão ao patrimônio coletivo.

A crise condominial de Jardim Íris serve de alerta para que síndicos e gestores mantenham rigor ético e transparente. O condomínio é uma comunidade, e suas lideranças devem estar a serviço dos moradores, não do poder discricionário.




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