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Síndico é preso acusado de estupro de vulnerável após chamar menina de 5 anos para “mostrar o Papai Noel”, em Caxias do Sul

Denúncia afirma que o homem levou a criança ao apartamento sob pretexto natalino, fez fotos das partes íntimas e está detido após flagrante da Polícia Civil

Leouve
Síndico é preso acusado de estupro de vulnerável após chamar menina de 5 anos para “mostrar o Papai Noel”, em Caxias do Sul Foto: Reprodução

A justiça de Caxias do Sul (RS) prendeu um síndico, de 56 anos, acusado de estupro de vulnerável — depois que uma menina de 5 anos denunciou ter sido chamada ao apartamento sob o pretexto de “mostrar o Papai Noel” e submetida a abusos dentro de um condomínio no bairro Madureira, zona norte da cidade. A denúncia foi registrada na noite de sábado (30/11), levando a atuação imediata da Brigada Militar e da Polícia Civil. 

Segundo o boletim de ocorrência, a mãe da criança procurou a polícia após a filha relatar a abordagem feita pelo síndico. A menina contou que, ao entrar no apartamento indicado, o acusado fez pedidos inapropriados, exigiu que ela tirasse a roupa e chegou a gravar imagens das partes íntimas da criança — com a suposta justificativa de que fariam “uma brincadeira” envolvendo fotos. 

Durante a ação policial, a mãe da vítima também teria sofrido agressão física, sofrendo um ferimento no rosto quando tentou impedir a entrada da filha no imóvel. Há relatos de que o suspeito fechou a porta para evitar ser filmado e resistiu à denúncia. 

Imagens de câmeras de monitoramento do condomínio foram apreendidas pela polícia como parte das provas — embora a reportagem não tenha divulgado acesso a elas. A menina foi submetida a exame de corpo de delito e recebeu atendimento médico no hospital local. 

O acusado foi preso em flagrante e permanece detido à disposição da Justiça após audiência de custódia. O caso segue sob sigilo, já que envolve violência contra criança, e será investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). 

Para o universo condominial, o episódio é um alerta grave sobre a necessidade de reforço nos protocolos de segurança, controle de acesso e monitoramento permanente — especialmente em prédios com muitas crianças ou vulneráveis. A confiança habitual em quem ocupa cargos de responsabilidade (síndico, zelador, porteiro) não pode substituir mecanismos objetivos de proteção coletiva, vigilância e denúncia imediata.

O caso demonstra que a segurança condominial não é apenas questão de manutenção estrutural ou administração financeira — envolve também a proteção de vidas e a responsabilidade social de toda comunidade predial.




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