Publicidade

Taxa condominial no Brasil sobe 24,9% e chega a R$ 516; inadimplência bate recorde de 11,95%

Censo condominial revela aumento expressivo das cotas e avanço da inadimplência em todas as regiões do país, pressionando o caixa dos empreendimentos e exigindo gestão mais eficiente.

O Dia
Taxa condominial no Brasil sobe 24,9% e chega a R$ 516; inadimplência bate recorde de 11,95% Imagem ilustrativa

A média nacional da taxa condominial subiu de R$ 413 no primeiro semestre de 2022 para R$ 516 no mesmo período de 2025, um aumento de R$ 103, equivalente a 24,9%. Os dados compõem um novo recorte do censo condominial divulgado pela uCondo, que também aponta um crescimento preocupante da inadimplência: o índice de atrasos superiores a 30 dias alcançou 11,95% no primeiro semestre deste ano, o maior patamar registrado desde 2022.

O levantamento mostra que todas as regiões do país apresentaram alta nas cotas e no índice de inadimplência. No primeiro semestre de 2025, a taxa média foi de R$ 537,32 no Sul; R$ 522,30 no Nordeste; R$ 516,84 no Sudeste; R$ 514,51 no Centro-Oeste; e R$ 429,21 no Norte — todas superiores aos valores de 2022. Já a inadimplência atingiu 18,44% no Norte; 13,52% no Nordeste; 11,78% no Sudeste; 10,21% no Centro-Oeste; e 9,45% no Sul, com aumento uniforme em todas as regiões.

Segundo Léo Mack, cofundador e diretor de Operações da uCondo, o cenário impacta diretamente o caixa das edificações, atrasando obras, reduzindo a capacidade de pagamento e dificultando o cumprimento de contratos recorrentes. Mack ressalta que, apesar do aumento, o comportamento das despesas segue previsível.

“Isso exige da gestão um planejamento orçamentário mais fino, revisão de contratos de limpeza, portaria e manutenção, além do reforço do fundo de reserva para evitar repasses abruptos”, afirma.

Para Victor Tulli, diretor da Administradora Nacional, o aumento das cotas não está atrelado apenas à inflação medida pelo IPCA. Crescimentos expressivos na mão de obra, segurança, manutenção predial e custos operacionais têm influenciado diretamente o orçamento dos condomínios — setores que representam as maiores parcelas das despesas mensais. O especialista lembra ainda que alterações recentes no Código Civil reduziram os juros aplicados quando não há previsão em convenção, o que diminui a penalidade ao inadimplente e, por consequência, pode estimular atrasos.

“Quando a inadimplência sobe, a pressão sobre o caixa se intensifica e a conta acaba sendo dividida entre menos pagadores. Por isso, gestão transparente, previsibilidade orçamentária e revisão periódica dos contratos são fundamentais para evitar repasses mais bruscos”, reforça Tulli.

O diretor destaca também a importância de ferramentas de controle financeiro, automação da comunicação com moradores e políticas de negociação antecipada. Essas práticas ajudam a reduzir inadimplência, garantem estabilidade ao condomínio e fortalecem a saúde financeira dos empreendimentos. “O condomínio bem administrado sente menos o impacto do ambiente macroeconômico”, conclui.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login