Maceió registra crescimento de 21% nas vendas de imóveis e Nordeste lidera intenção de compra em 2026
Mercado imobiliário da capital alagoana encerrou 2025 com forte desempenho, redução de estoque e projeções otimistas para 2026, com destaque regional para o Nordeste
Imagem ilustrativa O mercado imobiliário de Maceió (AL) encerrou 2025 com desempenho robusto, registrando um crescimento de 21% nas vendas de imóveis verticais e gerando um Valor Geral de Vendas (VGV) superior a R$ 3,7 bilhões, um dos melhores resultados do país no período. Esses números foram apresentados em um estudo elaborado pela Brain Consultoria durante o evento Panorama de Mercado, que reuniu empresários, investidores e profissionais da cadeia da construção civil.
Segundo a consultoria, o resultado expressivo indica não apenas a força da demanda local, mas também o protagonismo de Maceió em um cenário que tende a permanecer aquecido em 2026. No quarto trimestre de 2025, o mercado imobiliário da capital alagoana ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão em vendas trimestrais pela segunda vez no ano, demonstrando ritmo acima da média nacional, mesmo em um contexto de juros mais altos e retração de lançamentos em outras regiões.
Ao longo de 2025, foram comercializadas mais de 6,1 mil unidades verticais, enquanto os lançamentos somaram cerca de 4,9 mil unidades, o que resultou em uma significativa redução de estoque disponível de quase 24% em relação ao ano anterior. Essa dinâmica de oferta e demanda contribuiu para a pressão positiva sobre os preços e para um ambiente competitivo de negociação.
O estudo também destacou o papel de programas habitacionais, especialmente o Minha Casa, Minha Vida, que respondeu por 46% das unidades vendidas no ano, reforçando a importância do segmento econômico no aquecimento do mercado local. Os imóveis de dois dormitórios foram os mais comercializados, representando mais de 60% do total vendido.
Especialistas apontam que, quando a demanda supera a oferta em ritmo acelerado, o mercado imobiliário regional tende a responder com menor estoque e valorização contínua, o que, por sua vez, influencia as intenções de compra para 2026. O Nordeste, no conjunto, figura em posição de destaque nesse ambiente, impulsionado por projeções de estabilidade econômica e manutenção de taxas de emprego em patamares relativamente baixos, fatores que sustentam o interesse dos compradores.
Para gestores condominiais, incorporadores e síndicos, esse cenário reforça a necessidade de acompanhar tendências de mercado, analisar o impacto de políticas públicas habitacionais e preparar empreendimentos para atender a uma demanda crescente, sobretudo no segmento de imóveis econômicos e de médio padrão. A perspectiva de mercado aquecido em 2026 pode trazer oportunidades de investimento e de expansão, mas também exige atenção às estratégias de venda, qualidade de serviços e infraestrutura oferecida nos condomínios.



COMENTÁRIOS