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Taxa de condomínio sobe acima da inflação e média nacional chega a R$ 828 em 2025

Levantamento aponta aumento de 6,8% nas taxas condominiais no país, superando o IPCA e pressionando o orçamento das famílias brasileiras

Isto É Dinheiro
Taxa de condomínio sobe acima da inflação e média nacional chega a R$ 828 em 2025 Foto: Reprodução

Taxa de condomínio sobe acima da inflação e pressiona orçamento das famílias

O custo de morar em condomínio no Brasil continua em trajetória de alta e já supera a inflação oficial do país. Levantamento do Índice Superlógica aponta que a taxa condominial registrou aumento de 6,8% em 2025, percentual significativamente superior ao índice oficial de inflação medido pelo IPCA, que fechou o período em 4,26%.

Com esse avanço, o valor médio da taxa de condomínio no país atingiu R$ 828,13, refletindo o crescimento das despesas operacionais e de manutenção dos empreendimentos residenciais.

Segundo especialistas do setor, diversos fatores contribuem para a elevação dos custos condominiais, entre eles a alta de juros, reajustes de contratos e despesas operacionais cada vez maiores.


“A alta da taxa de condomínio acima da inflação reflete uma combinação de fatores: juros elevados, inflação pressionando itens do dia a dia e custos operacionais que pesam no orçamento”, afirma João Baroni, diretor de crédito do Grupo Superlógica.


Regiões com condomínio mais caro

O levantamento também aponta diferenças relevantes entre as regiões brasileiras. Em 2025, os maiores valores médios foram registrados no Nordeste, com taxa média de R$ 885,08, seguido pelo Norte, com R$ 868,79, e pelo Sudeste, com R$ 848,47, todos acima da média nacional.

Na sequência aparecem o Centro-Oeste, com média de R$ 735,64, e a região Sul, que apresentou o menor valor médio do país, de R$ 661,26.

Condomínio já consome mais da metade do salário mínimo

Outro dado que chama atenção é o peso dessa despesa no orçamento doméstico. O valor médio do condomínio correspondeu a 54,6% do salário mínimo de 2025, fixado em R$ 1.518. Considerando o salário mínimo atual de R$ 1.621, o custo ainda representa cerca de 51,1% da renda mínima nacional.

Isso demonstra que as despesas condominiais passaram a ocupar uma parcela significativa da renda de muitas famílias brasileiras, tornando-se um fator relevante na decisão de compra ou locação de imóveis.

Inadimplência ainda preocupa condomínios

Mesmo com o aumento das taxas, o índice de inadimplência condominial apresentou leve queda. Em 2025, a média nacional ficou em 6,28%, recuo de 0,02 ponto percentual em relação ao ano anterior.

Ainda assim, o cenário varia entre as regiões. O Norte registrou o maior índice de inadimplência, com 7,86%, seguido pelo Nordeste (6,09%) e pelo Sudeste (5,93%). Já o Sul apresentou a menor taxa, de 4,74%.

Despesas operacionais impulsionam reajustes

Entre os principais fatores que pressionam os custos dos condomínios estão despesas com folha de pagamento, contratos de manutenção, segurança, tecnologia e serviços essenciais.

Para especialistas do setor, esses gastos tendem a continuar impactando os valores das taxas condominiais nos próximos anos, exigindo cada vez mais planejamento financeiro, transparência na gestão e participação ativa dos condôminos nas decisões administrativas.

Nesse contexto, síndicos e administradoras enfrentam o desafio de equilibrar o orçamento, manter a qualidade dos serviços e reduzir impactos financeiros para os moradores.




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