Moradores de condomínio relatam medo constante e cobram solução para alagamentos em São José
Residentes afirmam conviver com riscos durante períodos de chuva e pedem medidas urgentes para resolver problemas de drenagem na região
Por Anderson Silva
12/06/2026 - 09h46
Foto: Reprodução O Conjunto Habitacional Gerôncio Thives, localizado no bairro Barreiros, em São José (SC), vive um cenário recorrente de tensão a cada previsão de chuva forte. Moradores relatam que o sentimento predominante é de medo e insegurança diante das constantes enchentes provocadas pelo transbordamento do Rio Araújo, situação que, segundo eles, se agravou após os eventos climáticos registrados no início de 2025.
Desde as últimas grandes cheias que atingiram a região, famílias passaram a conviver com prejuízos frequentes, especialmente nos apartamentos térreos. Há registros de invasão de água lamacenta nas unidades, perda de móveis e eletrodomésticos, além de veículos que foram arrastados pela correnteza em episódios mais críticos. Para os moradores, a rotina mudou de forma significativa, marcada pela preocupação constante sempre que o nível de chuva aumenta.
O problema tem gerado um impasse entre diferentes esferas do poder público. A Secretaria Municipal de Infraestrutura de São José atribui os alagamentos a uma combinação de fatores climáticos e à influência da maré alta. O município também aponta que uma galeria subdimensionada, instalada na travessia da BR-282, contribui para a retenção do fluxo da água e o consequente transbordamento do rio.
Como medidas emergenciais, a prefeitura afirma ter realizado intervenções pontuais, como o alargamento da calha do Rio Araújo e a construção de um dique provisório de terra na margem direita, com o objetivo de reduzir o impacto das cheias. Ainda assim, moradores afirmam que as ações não foram suficientes para evitar a repetição dos alagamentos e cobram uma solução estrutural definitiva.
Um dos pontos que mais causa indignação na comunidade é a existência de um projeto técnico elaborado pela própria administração municipal logo após as enchentes de 2025. O estudo prevê uma intervenção emergencial no valor de aproximadamente R$ 54 mil, incluindo o deslocamento da margem do rio em cerca de três metros em direção ao terreno da Ceasa, formando um talude de proteção para conter o avanço das águas.
Apesar da proposta já estar formalizada, a execução ainda não saiu do papel. Segundo relatos dos moradores, a prefeitura informa que o caso segue em fase de “estudos preliminares”, o que amplia a insatisfação da comunidade diante da continuidade dos alagamentos.
Enquanto não há definição sobre a implementação das obras, os moradores do Residencial Gerôncio Thives seguem convivendo com a incerteza e o temor de novos episódios de enchentes, especialmente em períodos de chuva intensa, quando o risco de novos prejuízos volta a se concretizar.


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