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Jornada menor de trabalho pode encarecer imóveis e travar obras, alerta setor da construção

Entidades do setor apontam aumento de custos, falta de mão de obra e risco de atrasos em obras com possível redução da jornada semanal

Folha de São Paulo
Jornada menor de trabalho pode encarecer imóveis e travar obras, alerta setor da construção Imagem ilustrativa

A possível redução da jornada de trabalho no Brasil tem gerado forte preocupação no setor da construção civil, que já projeta impactos diretos no custo dos imóveis e no andamento de obras em todo o país.


Entidades representativas do setor alertam que a diminuição da carga horária semanal pode elevar significativamente os custos com mão de obra, um dos principais componentes do preço final dos empreendimentos. Estudos indicam que esse aumento pode chegar a até 15%, pressionando o valor dos imóveis para o consumidor final.


Além do impacto financeiro, o setor também enfrenta um desafio estrutural: a escassez de trabalhadores qualificados. Segundo representantes da indústria, a redução da jornada exigiria a contratação de milhares de novos profissionais, número que atualmente não está disponível no mercado.


Outro ponto crítico envolve o risco de atrasos nas obras. Como a construção civil depende de cronogramas rigorosos e, muitas vezes, de jornadas que incluem trabalho aos sábados, a mudança pode comprometer prazos de entrega e gerar desequilíbrios em contratos já firmados sob regras atuais.


O impacto também pode atingir diretamente a viabilidade econômica dos projetos. Com custos mais elevados e menor produtividade, empreendimentos podem se tornar menos atrativos para investidores, reduzindo o número de novos lançamentos no mercado.


Especialistas destacam que o debate precisa considerar as particularidades do setor da construção, que possui dinâmica própria e alta dependência de mão de obra intensiva. A preocupação é que uma mudança generalizada na legislação trabalhista, sem ajustes específicos, gere efeitos negativos em cadeia na economia.


Diante desse cenário, representantes da construção civil têm buscado diálogo com o governo e o Congresso Nacional para discutir alternativas que minimizem os impactos, garantindo equilíbrio entre avanços trabalhistas e sustentabilidade econômica do setor.

O tema segue em discussão e deve ganhar ainda mais relevância nos próximos meses, com potencial de influenciar diretamente o mercado imobiliário, o custo da moradia e o ritmo das obras no país.





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