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Vídeos mostram morador com mais de 300 ocorrências destruindo câmeras em condomínio de Itapema (SC)

Imagens revelam atos de vandalismo para criar pontos cegos no sistema de segurança e agravam histórico de violência no residencial

Redação | Condomínio Interativo
Vídeos mostram morador com mais de 300 ocorrências destruindo câmeras em condomínio de Itapema (SC) Reprodução

Vídeos flagram vizinho com 300 ocorrências destruindo câmeras de segurança em condomínio de SC

O clima de terror no condomínio em Itapema, Santa Catarina, ganhou novos e alarmantes capítulos. Após a divulgação de um vídeo onde uma moradora aparece ensanguentada após ser agredida, novas imagens obtidas pela nossa reportagem mostram o mesmo vizinho — que já acumula mais de 300 boletins de ocorrência — destruindo deliberadamente as câmeras de segurança do edifício.

Câmeras na Mira do Vandalismo

Nas gravações, o homem aparece danificando o sistema de monitoramento das áreas comuns. A estratégia, segundo os moradores, é clara: criar "pontos cegos" para facilitar novas agressões e dificultar a produção de provas contra ele.

O que mostram os vídeos:

  • Ataques diretos aos equipamentos de filmagem com objetos e as mãos;
  • Interrupção do monitoramento em corredores e áreas de acesso;
  • Sentimento de vulnerabilidade total dos funcionários e residentes.

Rastro de Sangue e Impunidade

O vandalismo é apenas a ponta do iceberg. Recentemente, uma moradora gravou um desabafo chocante logo após ser atacada. Com um corte profundo na testa e o rosto coberto de sangue, ela questionou a Polícia Militar sobre a prisão do agressor, recebendo uma resposta negativa que sintetiza a frustração do condomínio: "Infelizmente, não podemos levar agora".

Seis anos de medo: Os condôminos relatam que a convivência com o homem é insustentável há mais de meia década. O histórico inclui ameaças de morte, agressões físicas a idosos e até a denúncia de uma suposta plantação de maconha dentro da unidade do agressor.

O "Condômino Antissocial" e a Brecha na Lei

O caso expõe uma das maiores dificuldades da gestão condominial no Brasil: a remoção de um condômino antissocial. Mesmo com centenas de registros na polícia e imagens de vandalismo, as barreiras jurídicas impedem o despejo imediato ou a prisão preventiva em muitos casos de agressão mútua ou crimes de menor potencial ofensivo.

Consequências graves: Além dos danos físicos e psicológicos às vítimas, o condomínio enfrenta prejuízos financeiros constantes com o reparo de equipamentos e a desvalorização das unidades habitacionais devido à fama de insegurança do prédio.


"A gente não aguenta mais. Ele destrói as câmeras, bate nas pessoas e continua dormindo ao lado da gente como se nada tivesse acontecido", desabafou um dos moradores que prefere não se identificar por medo de retaliação.

Próximos passos: Os advogados das vítimas e a administração do condomínio agora utilizam as novas imagens de vandalismo para reforçar o pedido de interdição judicial ou a expulsão do morador, baseando-se no Código Civil Brasileiro.








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