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Corte da Selic impacta financiamento imobiliário, mas redução de juros ainda é gradual

Queda da taxa básica melhora cenário do crédito, porém efeito nas parcelas depende de fatores como funding bancário e inflação

Exame.
Corte da Selic impacta financiamento imobiliário, mas redução de juros ainda é gradual Selic: os cortes na taxa de juros, no entanto, não representa um efeito imediato ou proporcional às taxas de financiamento (Instagram/Reprodução)

A recente redução da taxa básica de juros no Brasil, a Selic, começa a redesenhar o cenário do financiamento imobiliário, trazendo expectativas de crédito mais acessível, mas sem efeitos imediatos nas taxas cobradas pelos bancos.

O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic para cerca de 14,75% ao ano, sinalizando o início de um ciclo de queda após um período prolongado de juros elevados.

Apesar disso, especialistas apontam que o impacto direto no financiamento imobiliário ocorre de forma gradual. Isso porque as taxas cobradas pelos bancos não dependem apenas da Selic, mas também da estrutura de captação de recursos utilizada pelas instituições financeiras.

Grande parte do crédito habitacional no Brasil é sustentada por fontes como a poupança (SBPE) e o FGTS, o que torna a transmissão da queda dos juros mais lenta em comparação com outras modalidades de crédito.

Ainda assim, o cenário é considerado positivo para o setor imobiliário. A expectativa de juros menores tende a estimular a demanda por imóveis e ampliar o acesso ao financiamento, especialmente no médio e longo prazo.

Dados do mercado indicam que o crédito imobiliário pode crescer até 15% em 2026, impulsionado pela melhora das condições econômicas e pela retomada gradual da confiança dos consumidores.

Outro efeito relevante da queda da Selic é a possibilidade de redução progressiva das taxas de financiamento ao longo do ano, conforme os bancos ajustam suas políticas de crédito diante do novo cenário econômico.

Especialistas ressaltam que, mesmo com juros ainda elevados, o financiamento continua sendo uma alternativa viável para quem precisa adquirir um imóvel, especialmente diante da demanda reprimida no mercado.

O momento exige atenção do comprador, que deve avaliar condições como taxa efetiva, prazo, tipo de amortização e capacidade de pagamento antes de fechar negócio.

A tendência é que, com a continuidade do ciclo de queda da Selic e a estabilidade econômica, o crédito imobiliário se torne mais acessível, impulsionando o mercado e ampliando as oportunidades de aquisição de imóveis no país.




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