Falha em reconhecimento facial permite invasão em condomínio de luxo no RS
Caso levanta alerta sobre segurança digital e vulnerabilidades em sistemas de controle de acesso
Polícia desarticula quadrilha que fraudava reconhecimento facial de condomínios para furtar apartamentos de luxo no RS — Foto: Divulgação/Polícia Civil Uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul desarticulou, nesta quarta-feira (6), uma organização criminosa especializada em furtos a apartamentos de alto padrão em diferentes estados do país. A ação ocorreu na cidade de São Paulo e resultou na prisão de dois suspeitos envolvidos em um crime registrado em Porto Alegre.
As investigações tiveram início após um furto ocorrido no dia 7 de março, em um apartamento localizado no bairro Rio Branco, na capital gaúcha. Na ocasião, os criminosos levaram dinheiro, joias e bolsas de alto valor, causando prejuízos significativos à vítima.
De acordo com a polícia, o grupo utilizava um método considerado sofisticado para acessar os imóveis. Uma das integrantes entrava em contato com a vítima previamente, com o objetivo de confirmar que o apartamento estava vazio. Em seguida, ela se dirigia ao condomínio e conseguia acesso ao prédio por meio de um cadastro facial fraudulento.
A apuração revelou que os criminosos manipulavam o sistema da empresa responsável pelo controle de acesso do condomínio, vinculando o rosto da suspeita ao cadastro de outro morador. Com isso, conseguiam burlar o sistema de segurança e entrar no edifício sem levantar suspeitas.
Imagens de câmeras de segurança registraram a ação. No vídeo, um homem e uma mulher aparecem entrando no condomínio. Horas depois, ambos deixam o local, sendo possível notar que a mulher sai vestindo um casaco de pele e carregando diversas bolsas que não possuía no momento da entrada.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam bolsas de grife, joias, relógios de luxo e quantias em dinheiro. Além disso, foi recuperada uma arma de fogo pertencente a uma das vítimas, que havia sido levada durante o crime. Um veículo clonado utilizado pela organização também foi localizado.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e dois de três mandados de prisão expedidos. Uma das investigadas permanece foragida.
A operação foi coordenada pela 3ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de São Paulo.
O caso acende um alerta importante para condomínios que utilizam sistemas tecnológicos de controle de acesso, evidenciando que, apesar dos avanços, falhas e manipulações podem comprometer a segurança se não houver fiscalização e camadas adicionais de proteção.


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