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Moradores relatam três meses sem energia em condomínio novo em São Gonçalo

Problema em empreendimento recém-entregue afeta rotina de famílias e levanta dúvidas sobre responsabilidade da construtora e fornecimento de energia

O Globo
Moradores relatam três meses sem energia em condomínio novo em São Gonçalo Foto: Reprodução

Moradores de um condomínio recém-entregue em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, relatam que estão há cerca de três meses sem fornecimento regular de energia elétrica no empreendimento, situação que tem gerado transtornos contínuos e insatisfação entre os residentes.

Segundo informações dos moradores, o problema começou logo após a ocupação das unidades habitacionais e, desde então, o fornecimento de energia não foi normalizado de forma definitiva, comprometendo a rotina básica das famílias que já vivem no local.

A ausência de energia elétrica tem impactado diretamente atividades essenciais do dia a dia, como iluminação das áreas internas, uso de eletrodomésticos, conservação de alimentos e funcionamento de equipamentos domésticos, afetando principalmente crianças, idosos e trabalhadores em regime remoto.

Além das dificuldades dentro das unidades, os moradores também relatam instabilidade na convivência coletiva e aumento da tensão com a administração do empreendimento, diante da cobrança por providências mais efetivas e soluções estruturais para o problema.

De acordo com os relatos, a situação prolongada tem gerado questionamentos sobre a entrega do empreendimento e a responsabilidade pela infraestrutura necessária para garantir condições adequadas de habitabilidade logo após a ocupação do condomínio.

O caso levanta discussões sobre a responsabilidade da construtora, da concessionária de energia elétrica e da própria gestão condominial na garantia do pleno funcionamento dos serviços essenciais em empreendimentos recém-lançados.

Especialistas em direito condominial destacam que a entrega de imóveis deve assegurar condições mínimas de habitabilidade, incluindo fornecimento contínuo de serviços essenciais como energia elétrica, água e infraestrutura básica de funcionamento.

Quando esse tipo de falha ocorre, é comum que surjam disputas sobre responsabilidades contratuais e técnicas, exigindo análise detalhada sobre a origem do problema, que pode envolver desde falhas de ligação junto à concessionária até pendências estruturais do próprio empreendimento.

A recorrência de situações semelhantes em novos condomínios reforça a importância de maior fiscalização durante a entrega de obras, além da necessidade de maior transparência e agilidade na resolução de problemas que afetam diretamente a qualidade de vida dos moradores.




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