Policial tem prisão preventiva decretada após balear entregador em frente a condomínio em Fortaleza
Justiça manteve a prisão do policial militar suspeito de atirar contra um entregador confundido com assaltante em frente a um condomínio no Bairro Papicu, em Fortaleza
Foto: Reprodução A Justiça decretou a prisão preventiva do policial militar suspeito de atirar contra um entregador por aplicativo em frente a um condomínio localizado no Bairro Papicu, em Fortaleza (CE). A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada após a prisão em flagrante do agente.
O caso ocorreu quando o entregador chegou ao local para realizar uma entrega. Conforme relato da vítima, o policial, que passeava com um cachorro na área externa do edifício, acreditou que se tratava de uma tentativa de assalto. O trabalhador retirou o capacete, informou que fazia uma entrega e caminhou até o interfone do condomínio, mas a situação evoluiu para uma nova abordagem.
Segundo o entregador, o policial tentou agredi-lo e ordenou que ele corresse, afirmando que atiraria caso permanecesse no local. Durante a fuga, a vítima foi atingida por dois disparos, sendo um abaixo do tórax e outro de raspão no ombro.
Mesmo ferido, o entregador conseguiu pedir ajuda a outros motociclistas que passavam pela região. Ele foi socorrido ao Instituto Doutor José Frota (IJF), passou por atendimento médico, teve um projétil retirado e recebeu alta hospitalar no dia seguinte.
Após os disparos, o policial retornou ao apartamento onde mora e permaneceu no imóvel até a chegada da Polícia Militar. O caso provocou a reunião de dezenas de motociclistas em frente ao condomínio em protesto contra a violência sofrida pelo trabalhador.
Imagens registradas por câmeras de segurança mostram parte da ocorrência e devem auxiliar a investigação conduzida pelas autoridades. A Controladoria Geral de Disciplina (CGD) informou que o policial estava afastado das funções por motivos de saúde e acompanha a apuração do caso.
A conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva demonstra o entendimento inicial da Justiça de que a manutenção da custódia é necessária durante o andamento das investigações. O inquérito seguirá reunindo depoimentos, imagens e demais elementos para esclarecer integralmente a dinâmica dos fatos e definir a responsabilização do investigado.


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