Mercado imobiliário de luxo bate recorde e movimenta R$ 52 bilhões nas capitais brasileiras
Mercado imobiliário de luxo bate recorde e movimenta R$ 52 bilhões nas capitais brasileiras
Por Anderson Silva
11/03/2026 - 09h47
Imagem ilustrativa O mercado imobiliário de luxo e superluxo registrou um desempenho histórico nas capitais brasileiras, movimentando R$ 52,2 bilhões em vendas ao longo de 2025, segundo levantamento da consultoria Brain Inteligência Estratégica divulgado pela Forbes Brasil.
De acordo com o estudo, 10.607 imóveis com valores acima de R$ 2 milhões foram comercializados, representando um crescimento de 35% em relação ao ano anterior.
Apesar de corresponder a apenas 3,75% das unidades vendidas nas capitais, o segmento de alto padrão teve forte impacto financeiro e concentrou 29,4% de todo o valor negociado no mercado residencial, que alcançou cerca de R$ 177,7 bilhões no período.
O levantamento também mostra que as incorporadoras ampliaram a oferta de empreendimentos voltados ao público de alta renda. Em 2025 foram lançadas 11.696 novas unidades de luxo e superluxo, com potencial de vendas estimado em R$ 58 bilhões, avanço de 36% em relação a 2024.
Especialistas apontam que o desempenho do segmento foi muito superior ao crescimento médio do mercado residencial, que avançou cerca de 13% no mesmo período, indicando forte demanda por imóveis de alto padrão nas grandes cidades brasileiras.
Regionalmente, o Sudeste lidera as vendas, concentrando mais da metade das unidades comercializadas. Já o Nordeste apresentou o maior crescimento proporcional, impulsionado por novos projetos imobiliários e pela expansão da demanda local por residências de alto padrão.
Mesmo sendo um nicho em volume de unidades, o mercado de luxo vem se consolidando como um dos motores financeiros do setor imobiliário brasileiro, impulsionando novos lançamentos, valorização imobiliária e a verticalização de áreas urbanas estratégicas.
O cenário reforça a tendência de expansão do segmento premium no país, com investidores e compradores de alta renda cada vez mais interessados em imóveis exclusivos e de alto valor agregado.
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