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Corrida por altura na construção civil pode comprometer qualidade arquitetônica, alerta especialista

Arquiteto catarinense destaque na Forbes critica foco excessivo em prédios altos e defende projetos mais humanizados

Corrida por altura na construção civil boicota a arquitetura, diz arquiteto de SC destaque na Forb
Corrida por altura na construção civil pode comprometer qualidade arquitetônica, alerta especialista Imagem ilustrativa

O avanço acelerado da verticalização no Brasil, especialmente em cidades como Balneário Camboriú, tem provocado um debate cada vez mais relevante no setor de arquitetura e construção civil. Para o arquiteto catarinense Jeferson Branco, reconhecido internacionalmente e citado pela Forbes, a chamada “corrida por altura” pode estar prejudicando a essência da arquitetura contemporânea.

Segundo o especialista, há um movimento claro do mercado imobiliário em priorizar edifícios cada vez mais altos como símbolo de status, valorização e diferencial competitivo. No entanto, essa lógica, segundo ele, tem “boicotado” a arquitetura ao colocar em segundo plano aspectos fundamentais dos projetos.

Altura como estratégia de mercado

O crescimento de arranha-céus, especialmente no litoral catarinense, não ocorre por acaso. Trata-se de uma estratégia alinhada à valorização imobiliária e à atração de investidores, onde altura se torna sinônimo de exclusividade e prestígio.

No entanto, o arquiteto alerta que esse foco pode gerar projetos menos eficientes do ponto de vista funcional e urbano. Em muitos casos, a busca por recordes acaba reduzindo a atenção a elementos como conforto térmico, ventilação, iluminação natural e integração com o entorno.

Arquitetura além da estética

Outro ponto crítico levantado é a perda da identidade arquitetônica. Para o especialista, a arquitetura não deve ser guiada apenas por impacto visual ou imponência estrutural, mas sim pela capacidade de criar espaços que dialoguem com o cotidiano das pessoas.

Ele defende uma abordagem mais humanizada, em que o projeto considere o uso real do espaço, a experiência do morador e a relação do edifício com a cidade.

Essa visão contrasta com a tendência atual de empreendimentos que priorizam o “espetáculo arquitetônico”, muitas vezes desconectado das necessidades práticas dos usuários.

Impactos diretos nos condomínios

No contexto condominial, a verticalização extrema traz desafios adicionais. Prédios mais altos exigem sistemas mais complexos de manutenção, maior custo operacional, logística mais sofisticada e atenção redobrada à segurança.

Além disso, a convivência em estruturas muito densas pode impactar a qualidade de vida dos moradores, exigindo projetos bem planejados para evitar problemas de circulação, privacidade e uso das áreas comuns.

Reflexão para o futuro do mercado

O alerta do arquiteto reforça uma discussão importante: até que ponto o mercado imobiliário está equilibrando inovação, valorização e qualidade de vida?

A tendência de edifícios cada vez mais altos deve continuar, impulsionada por fatores econômicos e urbanos. No entanto, especialistas defendem que o futuro da construção civil passa por um novo equilíbrio — onde altura, funcionalidade, sustentabilidade e bem-estar caminhem juntos.
















Mais do que bater recordes, o desafio do setor será entregar empreendimentos que realmente atendam às necessidades humanas, preservando o papel essencial da arquitetura como elemento de qualidade de vida nas cidades.




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