Defesa civil interdita prédio residencial por risco estrutural em indaiatuba
Imóvel foi interditado após vistoria técnica apontar risco à segurança dos moradores, reforçando alerta sobre a importância da manutenção predial
Por Anderson Silva
28/04/2026 - 17h33
Residencial Ravenna, em Indaiatuba (SP), foi interditado pela Defesa Civil por risco estrutural — Foto: Reprodução/Google Maps Defesa civil interdita prédio e determina desocupação total por risco estrutural em Indaiatuba
Imóvel no bairro Jardim Renata apresenta trincas e movimentações estruturais; moradores têm até 15 dias para deixar o edifício
A Defesa Civil de Indaiatuba (SP) interditou e determinou a desocupação total de um prédio residencial localizado na Rua das Camélias, no bairro Jardim Renata, após constatar risco estrutural durante vistoria técnica.
A medida foi adotada após denúncia de um morador, que motivou a realização de inspeção no edifício. Durante a avaliação, os técnicos identificaram “trincas e movimentações estruturais”, o que levou à interdição imediata do imóvel por risco à segurança dos ocupantes.
Os moradores foram notificados na última sexta-feira (24) e receberam prazo de 10 a 15 dias para desocupação dos apartamentos. A Defesa Civil, no entanto, alertou que o prazo pode ser reduzido caso haja agravamento das condições estruturais do prédio.
O edifício, identificado como Residencial Ravenna, tem 13 anos de construção e abriga 36 apartamentos, segundo relato de moradores.
Histórico de problemas estruturais
De acordo com informações de moradores e empresas responsáveis pela obra, os problemas identificados em 2026 já haviam sido registrados em vistorias anteriores, realizadas em 2017 e 2019.
Em 2022, foi firmado um acordo judicial entre construtoras e moradores, que previa o pagamento de indenização para que o próprio condomínio assumisse a responsabilidade pela execução das obras de reparo. Segundo as empresas, o valor foi integralmente quitado em 2025.
Em nota conjunta, as empresas A. Pinheiro Administração de Bens Ltda., LLP Participações e Empreendimentos Imobiliários Ltda. e RPS Imóveis Eireli afirmaram lamentar a situação e reforçaram que a responsabilidade pelas intervenções estruturais foi transferida ao condomínio por decisão judicial.
“As empresas lamentam profundamente a situação relatada pelos moradores em 2026, se solidarizam com as famílias que residem no edifício. No entanto, por força de lei e do acordo judicial transitado em julgado, reiteram que a responsabilidade técnica e financeira pela execução das reformas e pela manutenção da segurança da edificação foi transferida integralmente ao Condomínio”, diz o comunicado.
As empresas também afirmam que atuaram conforme o acordo judicial e reforçam o cumprimento das decisões da Justiça.
Situação segue em monitoramento
O caso segue sob acompanhamento dos órgãos municipais, enquanto os moradores organizam a desocupação do imóvel.

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