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Síndico lamenta mortes e aguarda contato de empresa após avião atingir prédio em BH

Moradores foram retirados do edifício após queda de aeronave e aguardam perícia e definição sobre reparos no imóvel

Hoje em Dia
Síndico lamenta mortes e aguarda contato de empresa após avião atingir prédio em BH Fausto Avelar, sindico do prédio, aguarda fim da perícia para moradores voltarem a prédio atingido por avião

O síndico de um prédio residencial atingido por um avião de pequeno porte em Belo Horizonte lamentou as mortes causadas pelo acidente e afirmou que aguarda contato dos responsáveis pela aeronave para tratar dos danos provocados na edificação.

O acidente ocorreu na última segunda-feira (4), no bairro Silveira, na região Nordeste da capital mineira, e resultou na morte de três pessoas. Após o impacto, o edifício foi isolado para a realização de perícia técnica, e os moradores precisaram deixar seus apartamentos.

De acordo com o síndico e morador do imóvel, Fausto Avelar, os residentes foram realocados temporariamente para casas de parentes e amigos, sem possibilidade de permanecer no prédio durante a noite. A liberação parcial do edifício depende da conclusão dos trabalhos periciais conduzidos pelos órgãos competentes.

“A nossa expectativa é que seja liberado pelo menos uma parte do prédio depois da conclusão dessa perícia”, afirmou.

Além do impacto estrutural, o síndico destacou que, até o momento, não houve contato por parte da empresa ou do proprietário da aeronave para discutir a reparação dos prejuízos causados ao condomínio.

“A gente deseja esse contato também para que a gente possa contornar essa situação juntos e fazer os reparos necessários”, declarou.

O avião envolvido no acidente havia decolado do Aeroporto da Pampulha com destino a São Paulo e transportava cinco pessoas. Antes da queda, o piloto chegou a informar à torre de controle que enfrentava dificuldades durante a decolagem.

A aeronave, um modelo EMB-721C fabricado em 1979, não possuía autorização para operar como táxi aéreo, conforme registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o que impede sua utilização para transporte comercial remunerado.

Entre as vítimas fatais estão o piloto e dois empresários. Outras pessoas foram socorridas com vida e encaminhadas para atendimento médico.

O síndico também relatou o impacto emocional causado pelo episódio e classificou a situação como “dramática e trágica”, destacando que sua família não estava no imóvel no momento do acidente. Segundo ele, a ausência foi circunstancial, o que evitou consequências ainda mais graves.

Enquanto a investigação segue sob responsabilidade do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), moradores aguardam a conclusão dos trabalhos para retornar às unidades e iniciar o processo de recuperação do prédio.

O caso levanta discussões relevantes no âmbito condominial e jurídico, especialmente sobre responsabilidade civil, seguros e obrigações de reparação em situações envolvendo acidentes externos que atingem edificações residenciais.




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