Testemunhas são ouvidas pela Justiça em caso de corretora morta por síndico em Goiás
Audiências avançam nas investigações sobre a morte da corretora em Caldas Novas e caso segue repercutindo no setor condominial
Por Anderson Silva
08/05/2026 - 09h21
O síndico Cleber Rosa de Oliveira confessou ter matado a corretora Daiane Alves Souza — Foto: Wildes Barbosa/ O Popular e Arquivo Pessoal/ Nilse Alves Pontes A Justiça de Goiás deu continuidade às audiências relacionadas ao caso da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, morta em Caldas Novas, em um crime que tem como principal investigado o síndico do condomínio onde ela residia.
O caso, que ganhou repercussão nacional desde o desaparecimento da corretora, voltou ao centro das atenções após testemunhas serem ouvidas durante o andamento do processo judicial. As oitivas buscam esclarecer detalhes da dinâmica do crime, da relação entre os envolvidos e dos acontecimentos registrados antes do desaparecimento da vítima.
Daiane Alves Souza, de 43 anos, desapareceu após descer ao subsolo do edifício onde morava, em dezembro de 2025, para verificar uma suposta queda de energia. Dias depois, as investigações passaram a apontar a possibilidade de homicídio, levando a Polícia Civil de Goiás a aprofundar a apuração do caso.
O corpo da corretora foi localizado posteriormente em uma área próxima à GO-213, entre os municípios de Ipameri e Pires do Rio. Segundo as investigações, a vítima foi assassinada com disparos na cabeça.
As apurações conduzidas pela Polícia Civil indicaram que havia um histórico de conflitos entre a corretora e o síndico do condomínio, envolvendo desentendimentos anteriores e disputas judiciais. O investigado chegou a confessar participação no crime durante as investigações iniciais, segundo informações divulgadas pelas autoridades responsáveis pelo caso.
Durante as audiências recentes, testemunhas apresentaram informações consideradas relevantes para o andamento do processo. Entre os pontos analisados pela Justiça estão a movimentação dos envolvidos, registros do condomínio, imagens de segurança e possíveis circunstâncias que antecederam o desaparecimento da corretora.
O caso também trouxe à tona debates sobre conflitos interpessoais dentro de condomínios residenciais e os impactos que desentendimentos prolongados podem gerar no ambiente condominial.
Especialistas destacam que a convivência em condomínios exige mecanismos adequados de mediação, gestão de conflitos e respeito às normas internas, especialmente em situações envolvendo disputas recorrentes entre moradores e administração.
Além da repercussão criminal, o episódio gerou preocupação entre profissionais do setor condominial, que apontam a necessidade de reforço em práticas de segurança, monitoramento e governança nos empreendimentos residenciais.
O processo segue em tramitação na Justiça de Goiás, e novas audiências devem ocorrer nos próximos meses para aprofundamento das investigações e análise das provas apresentadas pelas partes envolvidas.


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