Inflação da construção civil acelera em abril e pressiona custos de obras e condomínios
Índice nacional da construção subiu 0,72% no mês, impulsionado pela alta dos materiais e da mão de obra, segundo o IBGE
Por Anderson Silva
12/05/2026 - 17h20
Imagem ilustrativa A inflação da construção civil brasileira acelerou em abril de 2026 e voltou a aumentar a preocupação do mercado imobiliário, da construção civil e dos condomínios em relação aos custos de obras, reformas e manutenção predial.
Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) registrou alta de 0,72% no mês de abril, ficando acima da taxa de 0,37% registrada em março.
Com o novo resultado, a inflação acumulada da construção civil chegou a 7,01% nos últimos 12 meses, ampliando a pressão sobre empreendimentos imobiliários, contratos de obras e serviços ligados ao setor.
O levantamento aponta que o custo nacional da construção passou de R$ 1.932,27 para R$ 1.946,09 por metro quadrado em abril. Desse total, R$ 1.098,80 correspondem aos materiais de construção e R$ 847,29 à mão de obra.
De acordo com o IBGE, os materiais de construção tiveram alta de 0,83% no período, enquanto a mão de obra registrou avanço de 0,57%, influenciada por reajustes salariais em diferentes regiões do país.
Especialistas do setor avaliam que o avanço dos custos tende a impactar diretamente condomínios residenciais e comerciais, especialmente em contratos de manutenção predial, retrofit, obras estruturais, modernização de sistemas e reformas em áreas comuns.
Síndicos e administradoras também devem enfrentar maior pressão orçamentária em serviços ligados à engenharia, manutenção preventiva, elevadores, fachada, impermeabilização e infraestrutura predial.
O Nordeste apresentou a maior variação regional no mês, com alta de 0,98%, enquanto estados como Acre e Maranhão registraram os maiores avanços do país devido a reajustes em categorias profissionais da construção civil.
Segundo o gerente da pesquisa do IBGE, Augusto Oliveira, a taxa registrada em abril de 2026 é uma das maiores para o período desde 2005, desconsiderando os efeitos excepcionais observados durante a pandemia.
O cenário reforça os desafios enfrentados pelo mercado imobiliário e pelos condomínios para equilibrar investimentos, manutenção predial e controle de despesas diante do avanço contínuo dos custos da construção civil.


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