Suspeito de invadir apartamento tem acesso bloqueado em condomínio de São José dos Campos
Moradores relatam insegurança após homem invadir apartamento utilizando lençóis para acessar o prédio em São José dos Campos
Por Anderson Silva
20/05/2026 - 08h52
Foto: Reprodução A administração de um condomínio de alto padrão localizado na Avenida Eduardo Cury, no Jardim das Colinas, em São José dos Campos (SP), informou que bloqueou o acesso ao prédio do homem suspeito de invadir o apartamento de uma moradora utilizando lençóis amarrados como corda para acessar o imóvel pelo lado externo do edifício.
Segundo comunicado enviado aos moradores pelo síndico do condomínio, o suspeito não reside mais no empreendimento e teve o acesso definitivamente bloqueado após a devolução do imóvel ao proprietário. O documento foi divulgado aos condôminos após a repercussão do caso, registrado na madrugada do dia 9 de maio.
De acordo com o casal que mora no apartamento invadido, o homem, de 44 anos, teria utilizado lençóis amarrados para alcançar o banheiro da suíte do imóvel, localizado no terceiro andar do prédio. A vítima relatou que a invasão aconteceu durante a madrugada e foi percebida após os cachorros do apartamento começarem a latir insistentemente.
Segundo o noivo da moradora, ao verificar a situação, ele encontrou um homem dentro do banheiro do apartamento. Ainda conforme o relato, houve tentativa de impedir a fuga do invasor. O casal chegou a empurrar a porta do banheiro enquanto o suspeito tentava escapar pelo local, mas ele conseguiu fugir pela janela utilizando os lençóis para acessar outro apartamento vizinho. Durante a ação, a janela do banheiro ficou danificada.
O caso passou a gerar forte sensação de insegurança entre moradores do condomínio, principalmente pela gravidade da invasão e pelas circunstâncias que antecederam o episódio. Em entrevista, a moradora afirmou que já vinha se sentindo intimidada antes da ocorrência.
“Começaram alguns encontros no elevador, algumas intimidações, e criou-se um clima meio tenso de insegurança”, afirmou.
Ela também relatou que costuma permanecer sozinha no apartamento em determinados períodos por conta da rotina de trabalho e acredita que o suspeito tinha conhecimento dessa situação.
Mesmo após o bloqueio de acesso do homem ao condomínio, a vítima afirmou que ainda não consegue retornar ao imóvel e segue enfrentando consequências emocionais após o episódio.
“Mesmo com a saída dele do prédio, me sinto insegura. Não o conheço, não sei o que ele iria fazer comigo e não consigo imaginar o que se passa na cabeça dele no momento. Então, ainda não consegui voltar para casa, sigo em terapia e tentando de alguma maneira encontrar conforto para conseguir retomar a minha rotina”, declarou.
Inicialmente, o caso foi registrado como violação de domicílio. O suspeito chegou a ser conduzido à delegacia, mas foi liberado após assinar termo de compromisso para comparecimento à Justiça.
A Polícia Civil passou a investigar o caso também sob a hipótese de perseguição. A vítima ingressou com pedido de medida protetiva, enquanto o caso segue sob investigação das autoridades.
O episódio reacendeu o debate sobre segurança condominial, protocolos internos de prevenção, monitoramento e a importância de medidas rápidas por parte das administrações para proteção dos moradores em situações de risco.


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