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Bombeiro explica como agir em caso de queda de elevador e alerta para sinais de falhas

Especialistas reforçam importância da manutenção preventiva após acidente com elevador deixar idosa ferida em Goiás

G1
Bombeiro explica como agir em caso de queda de elevador e alerta para sinais de falhas Imagem ilustrativa

Dicas de segurança em elevadores: Bombeiro explica cuidados em caso de quedas e como identificar falhas

A recente queda de um elevador em uma clínica de Aparecida de Goiânia, que resultou em quatro fraturas nas pernas de uma idosa que estava em seu interior, acendeu um alerta sobre a segurança desses equipamentos. Embora o susto seja grande, especialistas garantem que acidentes dessa gravidade não são comuns.

Para orientar a população, o Capitão Cláudio Silveira, do Corpo de Bombeiros Militar, explicou como funcionam os mecanismos de segurança dos elevadores e o que fazer em situações de emergência.

Sistemas de segurança evitam tragédias maiores

De acordo com o Capitão Cláudio, os elevadores modernos contam com múltiplos sistemas de redundância projetados especificamente para evitar quedas livres.

"Para o elevador despencar, tem que ter falhado vários sistemas. Além do sistema de freio normal que ele tem, ele também tem o freio de emergência, tem o contrapeso que segura ele, e tem os cabos de aço. Um cabo de aço, por exemplo, daria conta do peso dele, e geralmente tem mais dois sobressalentes, até mesmo para garantir o funcionamento do sistema", explica o bombeiro.

Sinais de alerta: o que observar antes de entrar

A manutenção preventiva é o fator mais importante para garantir que todos esses mecanismos funcionem corretamente. O Corpo de Bombeiros orienta os usuários a ficarem atentos a pequenos sinais que podem indicar que o equipamento precisa de reparos decorrentes da falta de manutenção:

  • Alinhamento da cabine: Verifique se o piso do elevador está nivelado com o chão do andar antes de entrar.

  • Iluminação: Lâmpadas queimadas ou piscando constantemente.

  • Painel de botões: Botões afundados, travados ou que não respondem ao comando.

  • Odores estranhos: Cheiro de queimado pode indicar que o motor está sofrendo desgaste ou com problemas elétricos.

O que fazer em caso de queda?

Se houver uma falha grave e o elevador começar a cair, o Capitão Cláudio reforça que a principal preocupação do passageiro deve ser proteger a cabeça para evitar um traumatismo cranioencefálico (TCE).

Entre as recomendações técnicas para minimizar lesões durante o impacto estão:

  1. Agachar-se ou deitar-se de barriga para cima no piso do elevador.

  2. Segurar-se firmemente no corrimão interno, caso o equipamento possua.

A responsabilidade dos condomínios e gestores

A escolha da empresa responsável pela manutenção dos elevadores é uma decisão crítica para a segurança dos usuários. Alládio Teixeira, síndico profissional que administra mais de 50 condomínios em Goiânia, ressalta que essa contratação deve ser criteriosa.

"Tem que ser uma empresa séria, idônea, registrada no Conselho Regional de Engenharia (CREA), que faça relatórios mensais e que tenha um seguro da empresa que possa contemplar o condomínio em caso de alguma demanda ou necessidade. O gestor, o síndico ou o administrador tem que estar sempre atento a essa questão, porque com elevador não se brinca", adverte Teixeira.

Os apresentadores do telejornal lembraram ainda que uma forma simples de o cidadão fiscalizar a segurança é checar a ficha de inspeção fixada no interior da cabine, verificando se o mês vigente foi devidamente marcado e vistoriado pela empresa técnica.




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