Alta dos insumos é principal desafio da construção civil, aponta CBIC
Câmara Brasileira da Indústria da Construção alerta para aumento dos custos, juros elevados e impacto nas obras em 2026
Imagem ilustrativa Alta dos insumos pressiona setor da construção civil
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apontou que o aumento no preço dos insumos se tornou um dos principais desafios enfrentados pela construção civil em 2026. O cenário, somado aos juros elevados e às incertezas econômicas globais, vem pressionando construtoras, incorporadoras e empresas do setor em todo o país.
Segundo dados apresentados pela entidade, o índice do preço médio dos insumos da construção atingiu no primeiro trimestre deste ano o maior patamar desde 2022, refletindo o avanço nos custos de materiais essenciais para obras e infraestrutura.
Combustíveis e petróleo impactam materiais de construção
De acordo com a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, o aumento dos combustíveis e derivados de petróleo tem impacto direto em toda a cadeia da construção civil, desde o transporte até a fabricação de materiais utilizados nos canteiros de obras.
Entre os itens afetados estão tubos, conexões, tintas, cimento, concreto e materiais à base de PVC, produtos que registraram aumentos expressivos nos últimos meses.
A entidade também destacou que o cenário internacional, incluindo tensões geopolíticas e oscilações no mercado do petróleo, contribuiu para acelerar os reajustes no setor da construção.
Juros altos e custos operacionais preocupam construtoras
Além da alta dos materiais, os juros elevados continuam sendo apontados como um fator de pressão sobre o mercado imobiliário e o setor da construção civil. Segundo a CBIC, o custo da mão de obra também apresentou crescimento acima da inflação oficial nos últimos meses.
O presidente da entidade, Renato Correia, afirmou que o cenário atual pode provocar adiamento de pequenas obras, reformas e investimentos no setor, além de aumentar a preocupação das construtoras com a continuidade de projetos em andamento.
A CBIC ainda reduziu a projeção de crescimento do PIB da construção civil para 1,2% em 2026, diante da pressão nos custos e do ambiente econômico considerado desafiador.
Setor teme impactos em obras e mercado imobiliário
Representantes da construção civil alertam que o aumento contínuo dos insumos pode impactar diretamente o valor final de imóveis, obras residenciais, condomínios e projetos de infraestrutura em todo o Brasil.
Especialistas destacam que o cenário exige maior planejamento financeiro, controle de custos e revisão constante de contratos por parte das construtoras e administradoras de obras.
O tema também reacende discussões sobre inflação no setor da construção, custo operacional de condomínios e os impactos econômicos enfrentados pelo mercado imobiliário brasileiro em 2026.



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