Justiça condena fazendeiro por ameaças e intimidação contra moradores de condomínio
Réu recebeu pena por ameaça e dano qualificado após série de conflitos que causaram medo entre vizinhos em Ribeirão Preto
Por Anderson Silva
20/06/2026 - 07h57
Foto: Reprodução Justiça condena fazendeiro por ameaças e intimidação contra moradores de condomínio
A Justiça condenou o fazendeiro Alípio João Júnior pelos crimes de ameaça e dano qualificado após uma série de episódios envolvendo moradores de um condomínio localizado na região central de Ribeirão Preto (SP). A pena fixada foi de 10 meses e 24 dias de detenção em regime aberto, além do pagamento de multa.
O caso teve ampla repercussão no segmento condominial após diversos moradores relatarem uma rotina de medo provocada por ameaças, intimidações e conflitos constantes dentro do empreendimento. Segundo os relatos apresentados à Justiça, os episódios geraram insegurança entre moradores, funcionários e a administração do condomínio.
De acordo com o processo, o fazendeiro teria protagonizado situações de agressividade que incluíram ameaças contra vizinhos, xingamentos, perturbação da tranquilidade e danos ao patrimônio. Em um dos episódios citados na ação, ele teria tentado entrar à força em um apartamento, causando danos à porta da unidade.
A repercussão do caso foi tão grande que o Tribunal de Justiça de São Paulo chegou a determinar anteriormente sua expulsão do condomínio. O acusado também foi preso preventivamente em 2025 após manifestação do Ministério Público, que apontou risco à sociedade e à segurança dos moradores.
Apesar da condenação, o fazendeiro não será colocado em liberdade neste momento. Segundo informações divulgadas pela imprensa local, ele permanece preso preventivamente em razão de outros processos que ainda tramitam na Justiça.
A defesa sustentou que não havia provas suficientes para a condenação e argumentou que os conflitos teriam surgido em razão de desentendimentos entre vizinhos. No entanto, o magistrado considerou consistentes os depoimentos das vítimas, relatos de testemunhas, registros do porteiro e os elementos periciais apresentados durante a instrução processual.
O caso também chamou atenção por evidenciar os impactos que comportamentos agressivos podem causar na convivência condominial. Especialistas destacam que ameaças, intimidações e perseguições dentro dos empreendimentos comprometem não apenas a segurança, mas também o bem-estar coletivo e a qualidade de vida dos moradores.
A decisão ainda cabe recurso por parte da defesa e do Ministério Público. Enquanto isso, o episódio continua sendo acompanhado por moradores e profissionais do setor condominial, tornando-se um dos casos mais emblemáticos envolvendo conflitos de convivência registrados recentemente em condomínios brasileiros.

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