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Condomínios de BH terão programa de apoio a idosos que moram sozinhos

Projeto prevê capacitação de porteiros para identificar riscos, oferecer suporte e ampliar a segurança de moradores idosos

O Tempo
Condomínios de BH terão programa de apoio a idosos que moram sozinhos Imagem ilustrativa

Belo Horizonte cria programa para capacitar porteiros no apoio a idosos que vivem sozinhos em condomínios

Idosos que moram sozinhos em condomínios de Belo Horizonte terão acesso a um novo programa voltado à identificação de situações de vulnerabilidade e ao fortalecimento da rede de apoio dentro dos empreendimentos residenciais.

A Lei nº 12.041 instituiu o Programa Porteiro Amigo do Idoso nos conjuntos habitacionais da capital mineira, com o objetivo de capacitar porteiros e equipes administrativas para reconhecer sinais de risco e oferecer suporte inicial aos moradores da terceira idade.

A iniciativa foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) em 18 de junho, após proposta do vereador Arruda (Republicanos) e sanção do prefeito Álvaro Damião (União Brasil). A regulamentação do programa deverá ocorrer após o prazo de 90 dias.

De acordo com a legislação, a participação dos condomínios e profissionais será facultativa e sem custos. O programa pretende estimular parcerias entre associações de moradores, administradoras condominiais e entidades voltadas ao cuidado da pessoa idosa.

Entre as diretrizes previstas está a capacitação de porteiros e funcionários da administração para atuar na prevenção de situações de risco, especialmente em casos envolvendo idosos que vivem sem acompanhamento constante de familiares.

Os treinamentos poderão abordar temas como primeiros socorros, identificação de sinais de vulnerabilidade, técnicas de comunicação, acolhimento e orientações sobre como agir diante de emergências ou mudanças no comportamento dos moradores.

A proposta também prevê a realização de cursos e palestras presenciais ou virtuais, distribuição de materiais informativos e criação de canais de apoio e troca de informações entre os participantes e a comunidade condominial.

Segundo a lei, a iniciativa tem como objetivos ampliar a assistência inicial em situações emergenciais, fortalecer a integração entre moradores, melhorar a qualidade de vida dos idosos que vivem sozinhos e reduzir ocorrências envolvendo a população idosa.

O programa também estabelece a possibilidade de criação de incentivos fiscais para condomínios participantes, como forma de estimular a adesão dos empreendimentos.

A medida reforça uma tendência de transformação na gestão condominial, em que os prédios deixam de ser vistos apenas como espaços de moradia e segurança patrimonial e passam a assumir um papel mais ativo na promoção do bem-estar e da convivência entre moradores.

Para síndicos e administradoras, a iniciativa representa uma oportunidade de desenvolver uma gestão mais preventiva e humanizada, preparando equipes para lidar com situações que envolvem cuidado, atenção e responsabilidade social.




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