Publicidade

CPRH multa condomínio de luxo em Ipojuca por operar sem licença ambiental

Empreendimento localizado na Praia do Cupe foi autuado após fiscalização identificar atividade de hospedagem sem a devida autorização ambiental

Diário de Pernambuco
CPRH multa condomínio de luxo em Ipojuca por operar sem licença ambiental Imagem ilustrativa

CPRH multa condomínio de luxo em Ipojuca por operar sem licença ambiental


A Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH) aplicou uma multa de R$ 20 mil ao condomínio Beach Class Summer, localizado na Praia do Cupe, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco, após identificar que o empreendimento estava funcionando sem a Licença de Operação (LO) exigida para a atividade de hospedagem.


A irregularidade foi constatada durante uma vistoria realizada pela equipe de fiscalização da CPRH no início de junho. Segundo o órgão ambiental, o condomínio já possuía Licença de Instalação (LI), documento que autoriza a execução da obra, mas ainda não havia obtido a Licença de Operação necessária para iniciar suas atividades de forma regular.


De acordo com a CPRH, empreendimentos de hotelaria e hospedagem de porte superior aos limites de competência municipal dependem de licenciamento estadual, sendo obrigatória a emissão da Licença de Operação antes do início das atividades. A ausência desse documento motivou a lavratura do auto de infração e a aplicação da penalidade administrativa.


O Beach Class Summer foi lançado como um empreendimento voltado tanto para segunda moradia quanto para investidores interessados em locações por temporada. O condomínio possui unidades de diferentes tamanhos e está situado em uma das áreas mais valorizadas do litoral pernambucano, conhecida pelas piscinas naturais e forte apelo turístico.


Em nota, a construtora responsável pelo empreendimento informou que o condomínio possui Habite-se emitido pelo município e afirmou estar colaborando com os órgãos competentes para prestar os esclarecimentos necessários e atender às exigências apresentadas pela CPRH.


O caso chama atenção para a importância da regularização ambiental de empreendimentos imobiliários, especialmente aqueles voltados para hospedagem, turismo e locação por temporada. Embora o Habite-se ateste a conclusão da obra e sua conformidade com o projeto aprovado pela prefeitura, ele não substitui as licenças ambientais exigidas para o funcionamento da atividade econômica.


Especialistas destacam que o cumprimento das exigências ambientais é fundamental para garantir segurança jurídica aos empreendimentos, proteção dos recursos naturais e conformidade com a legislação vigente. A situação também serve de alerta para investidores, administradoras e gestores condominiais sobre a necessidade de verificar toda a documentação necessária antes do início das operações.

O episódio reforça ainda a crescente fiscalização sobre empreendimentos instalados em áreas litorâneas, onde as exigências ambientais costumam ser mais rigorosas devido à sensibilidade dos ecossistemas costeiros e ao potencial impacto das atividades imobiliárias e turísticas.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login