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Reformas em áreas comuns podem valorizar imóveis em condomínios

Projeto, materiais duráveis, iluminação e paisagismo podem transformar espaços compartilhados e contribuir para a valorização dos imóveis

Taroba
Reformas em áreas comuns podem valorizar imóveis em condomínios Reprodução

Reformas em áreas comuns podem valorizar imóveis em condomínios

Reformas realizadas nas áreas comuns de condomínios podem contribuir para a valorização dos imóveis, especialmente em empreendimentos mais antigos. Além de melhorar a experiência dos moradores, intervenções planejadas podem modernizar os espaços, aumentar a funcionalidade e tornar o condomínio mais atrativo no mercado imobiliário.

A avaliação é da arquiteta Márcia Klusinski, que destacou a importância de projetos voltados para ambientes como halls de entrada, áreas de elevadores, salões de festas e espaços gourmet. O tema foi abordado pelo Tarobá Cidade, de Londrina, em reportagem publicada em 11 de agosto de 2026.

Hall de entrada funciona como cartão de visitas

Entre os espaços que podem receber atenção especial está o hall de entrada.

Segundo a arquiteta, esse ambiente funciona como um “cartão de visitas” do prédio, tanto em condomínios verticais quanto horizontais. Por ser uma das primeiras áreas observadas por moradores, visitantes e potenciais compradores, sua conservação e aparência podem influenciar a percepção sobre o empreendimento.

Para evitar que a decoração fique ultrapassada rapidamente, a recomendação é utilizar uma base neutra, combinada com materiais de boa qualidade e durabilidade.

Essa estratégia permite que o condomínio faça atualizações pontuais ao longo do tempo, sem a necessidade de realizar grandes reformas sempre que houver mudança nas tendências de decoração.

Escolha dos materiais deve considerar durabilidade

A escolha dos revestimentos é outro ponto importante em uma reforma de áreas comuns.

Em locais de grande circulação, o porcelanato aparece como uma alternativa que pode reunir características como durabilidade, facilidade de manutenção e limpeza.

Para os pisos, a arquiteta também destaca modelos acetinados. Já em ambientes como piscinas e espaços gourmet, podem ser utilizadas opções naturais ou materiais do tipo hard, considerando as características específicas de cada área.

A escolha deve levar em consideração não apenas a aparência, mas também a intensidade de uso e a necessidade de manutenção ao longo dos anos.

Iluminação pode transformar os ambientes

A iluminação também exerce papel importante na valorização estética das áreas comuns.

Quando planejada de maneira adequada, pode destacar revestimentos, elementos arquitetônicos e materiais utilizados no projeto. Segundo a especialista, a iluminação pode ser utilizada, inclusive, para valorizar materiais mais escuros.

O recurso permite modificar a percepção dos ambientes sem depender exclusivamente de mudanças estruturais.

Em um condomínio, isso pode representar uma alternativa para atualizar determinados espaços de maneira pontual, especialmente quando o projeto original ainda apresenta boas condições estruturais.

Quatro elementos ajudam na composição

Na decoração das áreas comuns, quatro elementos foram destacados pela arquiteta: piso, paisagismo, iluminação e detalhes de marcenaria.

A combinação desses recursos permite criar ambientes mais integrados e visualmente agradáveis.

Também possibilita mudanças menores ao longo do tempo. A substituição de luminárias, a renovação das plantas ou a alteração das cores de nichos, por exemplo, pode atualizar determinado ambiente sem exigir uma nova reforma completa.

Essa possibilidade é especialmente relevante para condomínios que desejam preservar os investimentos realizados e, ao mesmo tempo, manter os espaços atualizados.

Salões de festas exigem materiais resistentes

Os salões de festas e espaços gourmet possuem características diferentes de ambientes com menor circulação.

Nesses locais, os materiais ficam mais expostos a bebidas, alimentos e gordura proveniente de churrasqueiras. Por isso, a escolha de revestimentos, móveis e acabamentos deve considerar a facilidade de limpeza e a resistência ao uso frequente.

Nos móveis estofados, a impermeabilização dos tecidos é apontada como um cuidado que pode facilitar a manutenção e preservar os materiais por mais tempo.

A preocupação com a durabilidade pode reduzir a necessidade de substituições frequentes e contribuir para um melhor aproveitamento do investimento realizado pelo condomínio.

Vidros, climatização e persianas podem melhorar o conforto

Em ambientes fechados, outros elementos também podem contribuir para a funcionalidade e o conforto.

A utilização de vidros, sistemas de climatização e persianas solares pode ser considerada especialmente em locais com grande incidência de luz solar.

Esses recursos podem ajudar a tornar os espaços mais confortáveis e adequados para diferentes tipos de utilização.

A escolha, entretanto, precisa considerar as características do próprio empreendimento, as condições de insolação e o projeto arquitetônico existente.

Espaços compactos também podem ser valorizados

Uma área pequena não necessariamente precisa ser pouco atrativa.

Segundo Márcia Klusinski, mesmo ambientes compactos podem adquirir uma aparência elegante quando existe um projeto bem elaborado e uma escolha adequada dos elementos.

Madeira, pedras, iluminação e móveis podem ser utilizados para criar ambientes funcionais e visualmente equilibrados.

Nesse contexto, o planejamento se torna fundamental para aproveitar cada espaço disponível sem comprometer a circulação ou a utilização pelos moradores.

Reforma deve considerar manutenção

Além da estética, um projeto para áreas comuns precisa considerar a rotina de manutenção.

Materiais sofisticados ou elementos decorativos que demandem cuidados excessivos podem representar custos adicionais para o condomínio ao longo do tempo.

Por isso, a escolha dos acabamentos deve considerar o equilíbrio entre beleza, resistência, funcionalidade e custo de manutenção.

Essa análise é especialmente importante em áreas utilizadas diariamente por muitos moradores.

Valorização depende de planejamento

A reforma das áreas comuns pode representar uma oportunidade de modernizar o condomínio e melhorar a percepção sobre o empreendimento. No entanto, o investimento precisa ser acompanhado de planejamento.

Antes de iniciar uma intervenção, o condomínio deve avaliar as necessidades do espaço, estabelecer prioridades, analisar custos e definir os materiais mais adequados para cada ambiente.

Também é importante observar os procedimentos necessários para aprovação e execução das obras, conforme as características da intervenção e as regras internas do condomínio.

Áreas comuns influenciam a percepção sobre o imóvel

Embora a unidade privativa seja o principal espaço de moradia, as áreas comuns fazem parte da experiência de quem vive no condomínio.

Um hall bem cuidado, um salão de festas funcional, um espaço gourmet agradável e ambientes externos conservados podem contribuir para a percepção de qualidade do empreendimento.

Por isso, investimentos planejados nesses locais podem beneficiar tanto os moradores atuais quanto a atratividade do condomínio diante de futuros compradores e locatários.

Reformar não significa seguir toda tendência

Outro ponto importante é evitar que o condomínio fique excessivamente dependente de tendências passageiras.

A utilização de uma base neutra e de materiais duráveis permite que mudanças futuras sejam realizadas por meio de intervenções menores.

Em vez de reformar completamente um espaço a cada mudança estética, o condomínio pode atualizar elementos específicos, como iluminação, plantas, cores e objetos decorativos.

A estratégia pode contribuir para preservar o investimento e reduzir a frequência de grandes obras.

Planejamento pode unir estética e economia

A modernização das áreas comuns não precisa estar associada apenas à aparência.

Quando o projeto considera materiais resistentes, facilidade de limpeza, iluminação adequada e possibilidade de atualizações futuras, o condomínio pode obter benefícios tanto estéticos quanto funcionais.

A reportagem do Tarobá Cidade reforça justamente essa perspectiva ao destacar que projetos bem planejados podem transformar áreas comuns e contribuir para a valorização dos imóveis, especialmente em empreendimentos mais antigos.

Para síndicos e administradoras, o principal desafio está em encontrar o equilíbrio entre investimento, durabilidade, manutenção e valorização.

Com planejamento adequado, as áreas comuns podem deixar de ser apenas espaços de circulação ou convivência e se tornar um dos diferenciais do condomínio no mercado imobiliário.




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