Publicidade

Fim do corretor de imóveis? Mercado cresce, se reinventa e consolida novo perfil profissional

Apesar do avanço da tecnologia, número de corretores aumenta no Brasil e profissão passa por transformação estratégica, jurídica e digital

Diário do Comercio
Fim do corretor de imóveis? Mercado cresce, se reinventa e consolida novo perfil profissional Imagem ilustrativa

Anunciado por alguns como uma profissão ameaçada pela tecnologia, o corretor de imóveis vive, na prática, um momento de expansão e profunda reinvenção no Brasil. Dados do Sistema Cofeci-Creci mostram que o país encerrou 2024 com cerca de 580 mil corretores ativos, número que representa crescimento de 5% em relação ao ano anterior e confirma que a atividade segue em trajetória de fortalecimento.

Segundo o Conselho Federal de Corretores de Imóveis, o setor soma atualmente aproximadamente 650 mil profissionais, um aumento de 195% em comparação com o cenário de 15 anos atrás. O crescimento reflete um mercado imobiliário ainda aquecido e cada vez mais atrativo, especialmente para jovens empreendedores e profissionais em transição de carreira, que buscam autonomia, reconhecimento e potencial de ganhos.

Esse avanço, no entanto, vem acompanhado de uma mudança significativa no perfil do corretor. O modelo tradicional, baseado apenas no plantão de vendas, ficou para trás. O profissional contemporâneo atua como consultor estratégico, com domínio de marketing digital, redes sociais, crédito imobiliário, noções jurídicas e análise de tendências urbanísticas, econômicas e de sustentabilidade.

No campo jurídico, o setor também passou por transformações relevantes. O diretor de intermediação imobiliária do Secovi-SP, Flávio Prando, destaca a importância da formalização do contrato de corretor associado, figura prevista em lei desde 2015. Segundo ele, essa formalização é essencial para caracterizar a relação profissional e evitar conflitos trabalhistas.

“A figura do corretor associado é uma exigência legal. Em caso de contencioso, o Judiciário verifica se há contrato que estabeleça essa relação de forma clara e regular”, explica Prando.

Ele ressalta que o contrato deve prever uma relação horizontal, sem subordinação típica de vínculo empregatício, garantindo segurança jurídica para ambas as partes.

Especialistas apontam que o chamado “corretor do futuro” já é realidade. Trata-se de um profissional altamente especializado, com profundo conhecimento da região onde atua, domínio de preços, legislação e contratos, além da capacidade de orientar o cliente com segurança em um mercado cada vez mais complexo.

Temas como sustentabilidade também ganharam protagonismo, sobretudo entre as novas gerações de compradores, que valorizam empreendimentos com eficiência energética, economia de água e menor impacto ambiental. Nesse cenário, o corretor deixa de ser apenas um intermediador e passa a ocupar papel central na tomada de decisão do cliente.

O avanço tecnológico, portanto, não elimina a profissão, mas redefine sua atuação. O corretor de imóveis segue essencial no mercado imobiliário, agora como agente estratégico, consultor qualificado e elo fundamental entre empreendimentos, investidores e consumidores.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login