Condomínio já havia identificado colapso em marquise que desabou no Recife
Estrutura apresentava sinais de comprometimento antes da queda e reacende alerta sobre manutenção predial e responsabilidade condominial
Foto: Reprodução O desabamento de uma marquise em um edifício residencial no bairro do Espinheiro, na Zona Norte do Recife (PE), trouxe à tona preocupações relevantes sobre manutenção predial, segurança estrutural e responsabilidade na gestão de áreas comuns em condomínios.
De acordo com informações da Folha de Pernambuco, o próprio condomínio já havia identificado sinais de colapso na estrutura antes do desabamento. A marquise apresentava indícios de comprometimento e, segundo relatos, havia a previsão de escoramento da área para evitar riscos maiores, medida que não chegou a ser executada a tempo.
A estrutura, localizada na parte frontal do edifício, desabou parcialmente, espalhando escombros pela calçada e área de circulação. Equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da Polícia Militar foram acionadas para atender a ocorrência. Apesar do susto e da gravidade do episódio, não houve registro de feridos.
Como medida de segurança, o prédio precisou ser parcialmente evacuado, e a área foi isolada para avaliação técnica. A Defesa Civil informou que o imóvel permanecerá interditado até a emissão de um laudo que ateste a estabilidade da edificação e das demais estruturas em balanço.
Especialistas em engenharia civil destacam que marquises exigem atenção redobrada por estarem expostas a intempéries, infiltrações e sobrecarga ao longo do tempo. A falta de manutenção preventiva pode acelerar processos de corrosão das armaduras e comprometer a integridade estrutural.
Do ponto de vista da gestão condominial, o caso reacende o debate sobre a responsabilidade do síndico e da administração na adoção de medidas preventivas, como vistorias periódicas, contratação de profissionais habilitados e execução imediata de intervenções recomendadas em laudos técnicos.
Além do risco à vida de moradores e transeuntes, falhas estruturais em áreas comuns podem gerar consequências jurídicas severas, incluindo responsabilização civil e criminal, além de prejuízos financeiros significativos ao condomínio.
O episódio no Recife reforça a importância de uma gestão condominial técnica, preventiva e alinhada às normas de engenharia, demonstrando que identificar o problema não é suficiente: agir com rapidez e responsabilidade é essencial para evitar tragédias anunciadas.

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