Discussão entre porteiro e entregador termina em confusão e mobiliza polícia em condomínio
Desentendimento durante entrega por aplicativo gerou briga, reunião de motoboys e intervenção da polícia militar em área residencial
Foto: Reprodução Discussão entre porteiro e entregador termina em confusão e mobiliza policiais em condomínio
Uma confusão envolvendo um entregador por aplicativo e o porteiro de um condomínio terminou em briga, mobilizou outros trabalhadores da categoria e exigiu a intervenção da Polícia Militar. O caso ocorreu quando um motoboy foi até o prédio para realizar uma entrega e acabou impedido de deixar o local.
De acordo com o relato, o morador solicitou que o porteiro recebesse a encomenda, mas o funcionário não soube informar o código necessário para a liberação do pedido. Diante da falta de informações, o entregador avisou que deixaria o local e retornaria com a mercadoria, conforme orientações do aplicativo. No entanto, segundo o motoboy, ele foi impedido de sair.
O entregador afirma que ficou retido na área conhecida como “gaiola” — espaço de segurança que impede tanto a entrada quanto a saída simultânea — e que tentou contato com o cliente, sem obter resposta. Ao tentar sair, balançando a grade para chamar atenção, ele teria sido abordado de forma agressiva pelo porteiro.
“Ele encostou a mão na minha cara, aí eu reagi”, relatou Arthur de Lima, de 20 anos, entregador envolvido na ocorrência. Durante a briga, o jovem teve os óculos quebrados.
A situação ganhou maiores proporções quando outros entregadores e ciclistas, após serem informados sobre o desentendimento, começaram a se reunir em frente ao condomínio. Imagens gravadas por celulares mostram dezenas de trabalhadores discutindo com o síndico do prédio. Em meio à confusão, alguns reforçaram a união da categoria. “Mexeu com um, mexeu com todos”, dizia um dos manifestantes.
Com o aumento da tensão, a Polícia Militar foi acionada. O entregador e o porteiro foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos. O episódio gerou indignação entre entregadores por aplicativo, que relatam que situações de agressão e desrespeito são frequentes no exercício da profissão.
“Notícia de agressão é constante na nossa área. Muita gente não entende que a gente tem um prazo para entrega, segue regras do aplicativo e, muitas vezes, precisa ir embora com o pedido”, afirmou um representante da categoria.
Após o registro da ocorrência, a situação foi controlada. Segundo os entregadores, o síndico do condomínio se responsabilizou pelo pagamento dos óculos quebrados durante a confusão. Apesar do desfecho pacífico, o caso acendeu um alerta para as autoridades e para a necessidade de mais diálogo e orientação nos condomínios sobre procedimentos de entrega.

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