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Moradores do edifício Maletta em BH denunciam síndico por má gestão, infiltrações e escorpiões

Proprietários e lojistas relatam ausência de administração, problemas estruturais e falta de transparência no tradicional prédio do centro de Belo Horizonte

Itatiaia
Moradores do edifício Maletta em BH denunciam síndico por má gestão, infiltrações e escorpiões Foto: Reprodução

Belo Horizonte (MG) — Moradores, proprietários de unidades e lojistas do Edifício Arcângelo Maletta, um dos prédios mais tradicionais e históricos do centro de Belo Horizonte, vêm denunciando uma série de problemas relacionados à gestão condominial, à preservação do patrimônio e à falta de transparência administrativa sob a responsabilidade do síndico Amauri Reis.

De acordo com relatos registrados junto à reportagem da Rádio Itatiaia, os condôminos apontam que o síndico ocupa o cargo há mais de 15 anos e permanece na função por meio de centenas de procurações, inclusive de pessoas já falecidas, o que, segundo moradores, compromete a legitimidade das decisões tomadas em nome do condomínio.

Além das questões administrativas, residentes relataram problemas graves de higiene e saúde pública, incluindo relatos de escorpiões dentro das unidades residenciais e infestação de baratas, agravados pela falta de manutenção de áreas comuns e serviços básicos de limpeza.

“Fui surpreendida um dia com um escorpião no meu banheiro, no 16º andar”, afirmou uma moradora, que criticou ainda a ausência de resposta eficaz por parte da administração.

A falta de transparência na prestação de contas também é alvo de queixas: muitos moradores afirmam que os boletos de condomínio chegam sem detalhamento das despesas, e que cobranças aparecem como “extraordinárias” sem aviso prévio, discussão em assembleias ou apresentação de orçamentos detalhados.

Outro ponto de insatisfação diz respeito às condições estruturais do edifício, com infiltrações e deterioração de instalações, apontadas por moradores como consequências da falta de manutenção e de um plano de conservação adequado. Uma residente que vive no Maletta há décadas relatou que áreas como o fosso de serviço nunca foram limpas, possibilitando a presença de escorpiões e riscos à saúde dos ocupantes.

O impacto se estende também aos lojistas do prédio, que afirmam enfrentar prejuízos devido à falta de conservação do ambiente comercial, ausência de segurança visível, iluminação deficitária, infiltrações nas áreas comuns e ausência de sinalização para visitantes e turistas, apesar do edifício ser considerado ponto turístico no centro da capital mineira.

Em contato com a reportagem, o síndico Amauri Reis foi encontrado no edifício, mas preferiu não conceder entrevista, afirmando que seu horário de expediente havia terminado e orientando que as reclamações fossem formalizadas pelos canais administrativos do condomínio.

O caso no Edifício Maletta evidencia a importância da governança condominial — com prestação de contas transparente, manutenção predial eficiente e participação dos condôminos nas decisões — como fatores essenciais para a preservação de um patrimônio histórico e a garantia de segurança, saúde e bem-estar de moradores e lojistas.




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