Papel do síndico e da administradora ainda gera dúvidas em condomínios
Especialista explica funções e responsabilidades e destaca importância da divisão clara de tarefas na gestão condominial
Imagem ilustrativa A divisão de responsabilidades entre síndico e administradora ainda é motivo de dúvidas em muitos condomínios brasileiros, o que pode comprometer a eficiência da gestão e gerar conflitos entre moradores e gestores.
De acordo com especialistas do setor, o síndico é o representante legal do condomínio e responsável pelas decisões estratégicas, enquanto a administradora atua como suporte técnico, cuidando de rotinas administrativas, financeiras e operacionais.
Segundo Érico Feitosa, presidente do Secovi-PB, a presença de uma administradora é fundamental principalmente em condomínios de maior porte, pois permite que o síndico atue de forma mais estratégica, sem ficar sobrecarregado com demandas operacionais do dia a dia.
Funções diferentes, mas complementares
O síndico tem como principais atribuições representar o condomínio, tomar decisões, garantir o cumprimento das normas e zelar pela convivência entre moradores. Já a administradora executa tarefas como controle financeiro, emissão de boletos, gestão de contratos e apoio em assembleias.
Essa divisão, quando bem definida, contribui para uma gestão mais profissional, transparente e eficiente. No entanto, a falta de clareza sobre esses papéis ainda é comum, especialmente em condomínios menores.
Remuneração e novos modelos de gestão
Outro ponto que gera dúvidas é a remuneração do síndico. Segundo especialistas, não existe uma regra única: ele pode ser isento da taxa condominial, receber descontos ou até remuneração direta, desde que aprovado em assembleia.
Além disso, cresce no Brasil a presença do síndico profissional — aquele que não mora no condomínio, mas é contratado para exercer a função. Apesar da expansão desse modelo, a atividade ainda não possui regulamentação específica no país.
Impactos na gestão condominial
A falta de entendimento sobre as funções pode gerar falhas na administração, sobreposição de tarefas ou até omissões, prejudicando a rotina do condomínio.
Especialistas destacam que uma gestão eficiente depende de papéis bem definidos, comunicação clara e alinhamento entre síndico, administradora e moradores.
O cenário reforça a importância de informação e profissionalização no setor condominial, garantindo não apenas organização, mas também valorização do patrimônio e melhor qualidade de vida para os moradores.


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