Mercado imobiliário em Pernambuco cresce 14,6% mesmo com juros altos
Alta é impulsionada por renda, emprego e demanda por moradia, com mudanças no crédito e novos modelos de financiamento
Uma mudança significativa na estrutura do crédito tem sido observada na composição dos recursos O mercado imobiliário de Pernambuco iniciou 2026 em forte crescimento, contrariando o cenário de juros elevados e restrições ao crédito. Dados recentes apontam que o volume de recursos aplicados no setor alcançou R$ 30,3 bilhões, representando uma expansão de 14,6% em relação ao ano anterior.
O desempenho é sustentado por fatores estruturais, como o aumento da renda média, a estabilidade do mercado de trabalho e a demanda contínua por moradia, que seguem impulsionando o setor mesmo diante de condições econômicas desafiadoras.
Demanda supera juros elevados
Embora as taxas de juros elevadas tradicionalmente reduzam o acesso ao crédito e desestimulem financiamentos, o comportamento do consumidor em Pernambuco mostra um cenário diferente. A necessidade habitacional e o crescimento populacional têm mantido a procura aquecida, superando as barreiras financeiras.
Especialistas apontam que o déficit habitacional continua sendo o principal motor do mercado, mantendo o ritmo de contratações de financiamento imobiliário no estado.
Mudança na estrutura do crédito
Outro fator relevante é a transformação na forma de financiamento. A tradicional dependência da caderneta de poupança perdeu força, levando instituições financeiras a buscar novas alternativas.
Atualmente, o crédito imobiliário tem sido sustentado por fontes como o FGTS, além de instrumentos de renda fixa, como Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), ampliando as possibilidades de financiamento.
As cooperativas de crédito também ganham protagonismo nesse cenário, oferecendo condições mais flexíveis, como financiamento de até 90% do imóvel e prazos que podem chegar a 35 anos.
Políticas públicas mantêm o setor ativo
Programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida, seguem desempenhando papel fundamental na manutenção do fluxo de crédito, especialmente para famílias de menor renda.
Essas políticas públicas ajudam a sustentar o mercado mesmo em períodos de instabilidade econômica, garantindo o acesso à moradia e incentivando novos empreendimentos.
Perspectivas para o setor
A expectativa é de que o mercado imobiliário em Pernambuco continue em expansão, com maior diversificação das fontes de financiamento e modelos de negócio mais acessíveis.
O cenário reforça a resiliência do setor, que segue se adaptando às mudanças econômicas e mantendo o ritmo de crescimento.
Impacto no universo condominial
O avanço do mercado imobiliário impacta diretamente o setor condominial, com aumento na demanda por novos empreendimentos e necessidade de gestão cada vez mais profissional.
O crescimento do número de unidades habitacionais exige planejamento, qualificação de síndicos e adoção de boas práticas de gestão, garantindo sustentabilidade e organização nos condomínios.
Mais do que um dado econômico, o crescimento de 14,6% revela a força do mercado imobiliário pernambucano e sua capacidade de adaptação diante de desafios macroeconômicos.


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