Prédio de 30 anos afunda em Itajaí e deixa 65 moradores fora de casa
Edifício foi evacuado às pressas após ceder estrutura e gerar risco de colapso, obrigando retirada imediata dos residentes
Por Anderson Silva
17/04/2026 - 10h11
Prédio em Itajaí afundou cerca de 40 centímetros — Foto: Grazi Guimarães/NSC TV Um prédio residencial de quatro andares, com mais de 30 anos de construção, apresentou um grave afundamento estrutural em Itajaí, obrigando a evacuação imediata de 65 moradores e gerando forte preocupação com o risco de colapso.
O incidente ocorreu na noite de quarta-feira (15), quando a estrutura do edifício cedeu cerca de 40 centímetros. Já na quinta-feira (16), o prédio voltou a apresentar estalos e afundou mais 1 centímetro, aumentando o alerta das autoridades.
Diante da situação, a Defesa Civil interditou o imóvel e também duas casas vizinhas, ampliando a área de segurança. Durante o ocorrido, duas pessoas ficaram feridas por estilhaços de vidro e uma sofreu fratura no pé.
Entre os moradores afetados estava um time de handebol hospedado em um dos apartamentos atingidos. Ao todo, 12 atletas foram impactadas, incluindo cinco que irão disputar um campeonato mundial. O grupo contava com jogadoras das categorias juvenil e júnior, sendo algumas menores de idade.
Segundo a Fundação Municipal de Esporte e Lazer (FMEL), a escolha do local de hospedagem das atletas foi feita pela Associação de Handebol de Itajaí (AHI). Apesar do susto, elas conseguiram retirar itens essenciais, como passaportes, roupas e calçados, mas parte dos pertences permaneceu no imóvel devido ao risco de acesso.
Imagens registradas no local mostram rachaduras nas paredes e no piso, além de vidros quebrados, evidenciando o comprometimento estrutural. As causas do afundamento ainda não foram divulgadas.

Moradora Zenir Alves da Silva foi uma das pessoas que precisou deixar o local às pressas.
A aposentada Zenir Alves da Silva, moradora do prédio há três anos, relatou momentos de pânico ao perceber os sinais do problema.
“Parecia que alguém estava arrastando móveis no apartamento de cima. A gente escutou o pessoal correndo e gritando nas escadarias. A gente só pegou o cachorrinho e saiu, sem celular, sem nada”, contou.
Ela afirmou ainda que, ao chegar ao térreo, percebeu que o primeiro andar já havia cedido, o que evidenciava a gravidade da situação.
Na manhã seguinte, moradores aguardavam a liberação para retornar aos apartamentos e retirar documentos e objetos pessoais, enquanto equipes do Corpo de Bombeiros realizavam a retirada de animais e itens essenciais.
A prefeitura disponibilizou uma estrutura emergencial para acolher os desalojados, embora a maioria tenha buscado abrigo na casa de familiares. Um caminhão também foi colocado à disposição para auxiliar no transporte de colchões e utensílios.
O caso reforça a importância da manutenção preventiva e da atenção a sinais estruturais em edificações, especialmente em imóveis mais antigos, onde o desgaste pode representar riscos significativos à segurança dos moradores.

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